DISK ENTULHOS SOROCABA | DISK ENTULHOS EM SOROCABA | CLV



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19/05 - Por que o celular com Android vai ficando mais lento com o passar do tempo?
Blog também tira dúvidas sobre como remover a sincronização da conta do Google no Google Chrome, e a diferença entre o cache do sistema e o cache dos dados de aplicativo no Android. (Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta) Por que o celular com Android vai ficando mais lento com o decorrer do tempo? Eu tenho uma pergunta. Uso sempre os mesmos apps, não baixo joguinhos, mas percebo que com passar do tempo o meu celular com Android vai ficando mais lento. Então para voltar ao normal acabo tendo que fazer o reset das configurações originais de fábrica. Mas após alguns meses o aparelho volta a apresentar os mesmos travamentos. Por que isso acontece? Lidiane Olá, Lidiane! perda de desempenho do aparelho pode estar relacionada a instalação de atualizações do Android e também de aplicativos. É possível que a cada atualização, novas funcionalidades sejam disponibilizadas e por esse motivo, aumente o consumo de processador e memória RAM. Pouco espaço livre na memória interna também compromete o desempenho, pois o sistema de arquivos do celular não é apropriado para o acumulo definitivo de um volume grande de dados. O ideal sempre eliminar arquivos inúteis, e aqueles imprescindíveis armazená-los na nuvem. É recomendável revisar quais apps estão sendo executados em segundo plano, na maioria das vezes aplicativos desse tipo são carregados sem necessidade com a inicialização do Android. Limpar periodicamente o cache dos app de redes sociais, também é uma boa maneira de impedir a perda de desempenho. Símbolo do sistema operacional Android, do Google Divulgação/Google Como excluir informações sincronizadas no Chrome? Oi, Ronaldo! Eu habilitei a sincronização automática do meu usuário no Google no navegador Chrome do meu trabalho. O problema é que está aparecendo o histórico de navegação do meu computador pessoal no da empresa. Como eu faço para remover essa configuração? Ataíde Olá, Ataíde! Para remover a sincronizar no Google Chrome, siga os passos descritos abaixo: Clique no atalho em forma de "três pontinhos" ou se preferir, clique nesse link aqui chrome://settings para acessar as configurações do navegador; Na parte superior da tela, em "Pessoas", clique em Desativar; Clique em sair, para desconectar a sua conta no Google Chrome. Pronto, os dados pessoais sincronizados com o PC da empresa foram removidos. Qual é a diferença entre o cache do sistema e o cache dos dados de aplicativo no Android? Olá, Ronaldo! Quando começo a perceber travamentos devido a pouco espaço disponível na memória ROM do Android, então recorro a limpeza do cache do sistema. No entanto, após finalizar a limpeza, o espaço livre permanece praticamente o mesmo. Qual é a diferença entre o cache do sistema e o cache dos dados de aplicativo no Android? Alexandre Olá, Alexandre! Limpar os arquivos temporário do sistema não irá liberar espaço na memória do celular. Porque esses arquivos temporários não ocupam o espaço destinado ao armazenamento de dados do usuário. Removê-los também não irá melhorar o desempenho do sistema, e tornará mais demorado um reset de fábrica. A diferença é que esses arquivos são estruturas criadas com o objetivo de acelerar a restauração do sistema; o cache de aplicativos servem para otimizar a exibição de informações que permanecerão sem atualização, esse mecanismo possibilita carregar mais rápido as publicações no Instagram, evitando que elas sejam baixadas novamente a cada execução do app, por exemplo. Selo Ronaldo Prass Ilustração: G1
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19/05 - 'Frango 4.0': conheça o condomínio de granjas que produz 7 milhões de aves por ano
Parque único no país funciona sob sistema de parceria com criadores que moram no local e produzem para a Aurora. Grupo de investidores aportou R$ 30 milhões no projeto. 'Frango 4,0': conheça o condomínio de granjas que produz 7 milhões de aves por ano O Brasil é o maior exportador de frango do mundo, e continua inovando tanto na tecnologia quanto no jeito de trabalhar. No Paraná, surgiu um novo modelo criação, um condomínio de granjas. É um negócio enorme e já pode ser chamado de "frango 4.0". As cenas parecem de um núcleo residencial: famílias curtem um som em frente de casa, crianças brincam pelo gramado, um animado pula-pula. Mas tudo isso acontece dentro de um conjunto de granjas. O condomínio fica no Norte do estado, na confluência dos municípios de Mandaguari, Jandaia do Sul e Apucarana, região alcançada pela mais recente onda de tecnologia de ponta em avicultura. A modernização da produção da criação de frango se deu pela produção em escala. Hoje, já tem barracão capaz de abrigar até 50 mil aves. Mas em Jandaia do Sul, o que se faz é a escala em escala. O usual é ter barracões espalhados, isolados em cada propriedade. O condomínio tem um só CNPJ, mas os donos de cada unidade são diferentes. Vilmar Sebold é o idealizador e um dos nove donos do parque, único na avicultura nacional. Ele conta que foi difícil convencer os sócios, mas que a pregação valeu a pena. Formado em economia, Vilmar tem um princípio: "a necessidade é a mãe de todas as forças". No caso, a necessidade era abastecer um grande frigorífico, pilar de um projeto de intercooperação entre a Aurora, que é uma cooperativa de cooperativas, e a Cocari, a cooperativa local que se comprometeu a garantir a produção de 170 mil frangos por dia – e o condomínio veio para turbinar essa oferta. A engenharia do negócio permite, entre outras coisas, que os que cuidam diretamente das aves não sejam funcionários, mas parceiros. Os donos do empreendimento contratam os parceiros para cada aviário. São 18 casais, que moram no local. A mulher, cuida do galpão mais próximo da casa e o marido, do detrás. Os primeiros parceiros do projeto são Marcelo Henrique da Silva e Maria Aparecida Sebastião da Penha. Os dois moravam na cidade e tinha profissões impensáveis para quem hoje cria frango: ela cuidava de uma idosa, e ele, era DJ e animador de festa. Ambos dizem que não se arrependem da troca. 'Frango 4.0': conheça o condomínio de granjas que produz 7 milhões de aves por ano - 2/2 O casal chegou ao condomínio em 2013. Até então, a única experiência que Maria Aparecida tinha com frango era na panela, conta. "Não exigimos nenhum nível de formação. Exigimos que tenha responsabilidade, ética e capacidade de relacionamento", diz Vilmar. Maria e Marcelo têm duas filhas: Daniela, de 11 anos, e Maria Vitória, de 9. "Na cidade a gente vivia com salário mínimo, pagava aluguel, água, luz e ficava mais difícil", conta Maria. Eles fazem parte de uma comunidade de parceiros diversa. Adirceu Moreira, marido de Regina, era pedreiro. Roseli e Adenilson de Souza, são ex-sitiantes. Socialmente, todos foram uma espécie de agrovila. "Se eles não conseguem se relacionar, não vão conseguir conviver. E a gente tem regras claras e rígidas. Se houver agressão física, mesmo entre o casal, o casal está fora", afirma Vilmar. O condomínio oferece a moradia, incluindo água, luz e manutenção, além de um intensivo treinamento. E o casal entra com o serviço. As atividades do casal que toma conta de um aviário são muitas. Maria levanta às 5h30 para aprontar as filhas para ir para a escola e já vai para o aviário. Quando chega perto do horário de almoço, ela vai para casa e Marcelo cuida das aves. As tarefas variam conforme a idade do lote. A fase pintinho exige muito, porque eles podem morrer de frio. É preciso manter viva a fornalha da caldeira para conseguir a temperatura ideal na pinteira, entre 33 e 34 graus. Há ainda aulas de orientação técnica. 2,8 quilos em 6 meses Para quem não é do ramo, é espantoso como o frango de hoje cresce rápido. Praticamente todo dia é preciso mexer na altura dos comedouros e bebedouros. A evolução das linhagens permitiu que hoje o frango atinja o peso de abate de 2,8 quilos em apenas seis semanas. Marcelo leva amostras para a balança diariamente para ver se os animais estão se desenvolvendo dentro do planejado. No escritório, Maria anota as informações de tudo que é observado para passar para o abatedouro. Não é possível monitorar cada frango e muita coisa escapa aos olhos do casal. Por isso, os galpões contam um sistema de alarme. Se ele toca (porque a temperatura subiu, por exemplo), o parceiro que estiver mais próximo, corre para a sala de comando. Lá, um potente computador analisa as informações do criatório em tempo real. Como um corpo inteiro sendo rastreado por eletrogramas, cardiograma, encefalograma, o galpão de frango tem centenas de sensores que mandam sinais eletrônicos de tudo o que acontece lá dentro. É um aparato inteligente para liberar, por exemplo, água e comida, ou mexer na temperatura. A ave crescida demanda um ambiente de 22, 23 graus, um desafio para o clima tropical do país. Vilmar diz que só foi possível chegar a esse ambiente adequado graças a um detalhe: a escuridão, ou quase. "As aves têm uma sensibilidade muito grande no olho, que é 100 vezes mais sensível do que o olho humano", explica. A lâmpada incandescente comum era inconveniente, trazia muita luz, excesso de calor. A de led, com dimmer regulando a intensidade, ajudava a criar o semiescuro ideal. Mas ela pifava com facilidade com a umidade do resfriamento e faltava o produto certo. Os investidores então foram à China e fizeram uma parceria para desenvolver essa lâmpada "blindada", que não estraga com a umidade. Ela custa 10 vezes mais, mas virou referência para criar o ambiente que permite a ocupação recorde, de 13 frangos por metro quadrado, em baixo estresse, segundo o veterinário Andreo Eckel. "Você só consegue colocar esse número de aves por metro quadrado porque você tem uma boa ambiência. Porque senão essas aves vão sofrer por estresse calórico e vão acabar morrendo, ou tendo um baixíssimo desempenho." Impactos da criação em escala O setor do frango suscita aplausos ao transformar soja e milho em uma importante proteína animal mais barata. Porém, é alvo também de críticas, principalmente daqueles que advogam um novo tipo de relacionamento entre o homem e animal. O frango é a principal proteína consumida pelo brasileiro. São 45 quilos por pessoa por ano. Considerando essa base, o condomínio de granjas abastece anualmente cerca de 500 mil pessoas. E isso tem impactos diversos. Se a criação é em escala, as perdas também. Os parceiros do condomínio recolhem, em média de dez a doze aves por dia. A causa da morte é variada, pode ir de origem genética a susto. "A gente vive uma cadeia. Porque aqui a gente não cria frango, a gente cria alimento", diz a parceira Maria Aparecida da Penha. A cada lote são cerca de oitocentas carcaças destinadas imediatamente destinadas à compostagem para que não haja resíduo contaminante. "Quanto maior a densidade dentro de um aviário e quanto maior o número de aviários, o risco com certeza vai ser maior", explica o veterinário Jacquiel Banpi. Ele esclarece que, embora o volume impressione, o índice de mortalidade do condomínio está bem abaixo da média nacional: entre 2% e 2,5%. “Um parceiro nosso ganha, líquido, o equivalente a um aviário de 12 mil frangos”, diz Vilmar Sebold, idealizador e um dos nove donos do condomínio. Como sócios cujo investimento é mão de obra, Maria e seu marido, Marcelo da Silva, têm retorno quando se dedicam ao negócio. A Aurora dá a ave, a ração, a assistência. O dono do aviário, as instalações, a casa, a manutenção. A cooperativa Cocari, o suporte técnico-administrativo. Pelos serviços, o casal recebe uma porcentagem da engorda, emitindo a própria nota fiscal. O ganho fica em torno de R$ 5 mil por mês – mais ou menos o dobro do que ganhavam na cidade. "Ele (o parceiro) recebe como produtor e ele participa da cooperativa, é um associado. No fim do ano, se a cooperativa deu resultado e vai distribuir sobras, na proporção dos frangos que ele entregou, ele vai ter a participação no resultado", explica Vilmar. Investimento alto, lucro por vir Curiosamente, o ganho social, por enquanto, é o único lucro palpável para os investidores do condomínio. É um grupo de nove pessoas que aportaram perto de R$ 30 milhões. Gente do ramo, a fazendeira Helenita Salas, e principiantes, como o advogado José Marcos Carrasco. O grupo hipotecou o patrimônio particular para financiar o projeto e, até 2024, tudo o que tiram do negócio é para pagar o banco. O empreendimento é montado sobre desafios, e ainda está cercado deles. Uma das críticas é quanto ao impacto da atividade para o meio ambiente, inclusive as pessoas. Só desse condomínio, saem 7 milhões de frango por ano. "A gente tem consciência de que quando a gente aglomera muitos aviários próximos, a gente aumenta o risco", diz o veterinário Jacquiel Banpi. Por isso, os protocolos de segurança geral, que em granjas isoladas já são rigorosos, foram redobrados. Desde o rodolúvio para desinfetar veículos que possam transmitir doenças até a vassoura de fogo para queimar penas e descontaminar o remonte de palha que serve de cama para os frangos. Regularmente, a palha é trocada. Uma empresa terceirizada que trabalha com um composto orgânico retirou do local 500 caminhões de esterco no último ano. As carcaças das aves que morrem também vão para a compostagem, ou produção de farinha de osso. A saída de frangos prontos para o abate e a entrada de novos lotes é feita de trás para frente, criteriosamente programada para que pintinhos não passem perto de aves mais velhas. As instalações estão protegidas por quebra-vento e toda a água é tratada tanto na entrada quanto na saída dos aviários. Além disso, a poluição provocada pelos dejetos das aves que sempre fizeram dos galpões um lugar repulsivo pelo cheiro fétido de amônia e microrganismos de decomposição também foi amenizada. Os aviários são de pressão negativa, equipados com exaustores que puxam o ar. Eles ficam equipados no fundo do barracão e a sucção é calibrada de acordo com a idade das aves. O ar entra por placas que ficam nas laterais e percorre todo o espaço a uma velocidade constante, fazendo uma espécie de varrição que tira a sujeira do ambiente e a expele para uma área onde não há casas nem movimentação humana ou de animais. "Isso faz com que o ar fique limpe o tempo inteiro, não tem aquela questão de gases que nós tínhamos", diz Vilmar. O túnel de vento cria zona de conforto para as aves. "Evita de se arranhar, levar dermatoses ou outras lesões de carcaça e também tem um ganho de desempenho", explica o veterinário Andreo Eckel. Vilmar, sócio gestor do condomínio, se iniciou na lida de frango ainda na adolescência com a então namorada, e há 38 anos esposa Maacje Boot. Ela morava numa colônia holandesa e aviário da família ficava no fundo do quintal. O casal diz que nunca pensou em realizar tamanho empreendimento. Embora ainda tenham dívidas por mais 5 anos, se dizem gratificados. Em fevereiro deste ano, faltou energia no condomínio. E justo nos galpões da família do Adirceu Moreira, o gerador pifou. Morreram 65 mil frangos. Foi um baque. Os donos do empreendimento assumiram o prejuízo para o Adirceu não ficar sem receber e estão processando a companhia de luz. Mas a lembrança do episódio foi a pronta ajuda que todos deram. "Desde a hora que acabou a energia já vim para cá, porque uma mão lava a outra, um ajuda o outro", diz a produtora rural Elisângela Rossi. "Considero eles como a minha família. Sei que posso contar com eles num momento difícil. Então a gente tem que ser assim, um pelo outro". Veja a matéria completa no vídeo.
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19/05 - Café de menor qualidade preocupa produtores do Sul de MG
Ano ruim para a colheita e floragem irregular dos grãos não ajudaram este ano. Café de menor qualidade preocupa produtores do Sul de MG Com o começo da colheita da safra de café, agricultores de Minas Gerais estão preocupados com o volume menor previsto para a safra deste ano e com a qualidade dos grãos. É esperada uma queda de 19% na produção, cerca de 15 milhões de sacas, por conta da chamada bienalidade, que faz com que um ano de bons resultados seja seguido por outro mais fraco. Além da colheita menor, os cafeicultores observam também uma florada irregular. Isso significa que, em plena época de colheita, alguns grãos estão maduros e prontos, enquanto outros estão pequenos. Isso é prejudicial porque leva o produtor a ter que usar mais grãos para encher uma saca. Na fazenda do Paulo Enídio Crabi, que tem cerca de 400 hectares em Elói Mendes, o número de sacas vai ter queda de 21 mil, no ano passado, para 18 mil este ano. O preço também não ajuda. A saca do café tipo 6 está cotada em média a R$ 373, o pior começo de safra desde 2013.
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19/05 - Quer fabricar sua máquina de torrar castanhas de caju? Saiba como
Embrapa Agroindústria Tropical tem instruções para montar o aparelho. Torra da castanha de caju exige cuidados do produtor O Globo Rural deste domingo (19) mostrou uma máquina para fazer a torra da castanha de caju sem que ela fique com gosto estranho – algo que acontece quando se usa o forno de farinha, por exemplo. O aparelho foi desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical. Você pode obter mais informações sobre como fabricar a sua própria máquina no site da empresa ou pelo telefone (85) 33917110.
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19/05 - Na contramão do país, Centro-Oeste gera empregos no campo
Nos últimos 6 anos, vagas do agronegócio caíram 7% no Brasil enquanto na região houve aumento de 11%. Em Goiás, contratações são motivadas por integração lavoura-pecuária. Na contramão do país, Centro-Oeste gera empregos no campo Em 2018, o Brasil tinha 18 milhões de trabalhadores rurais, número que vem caindo nos últimos anos. De 2012 para cá, a redução foi de 7%. Mas o Centro-Oeste caminha na contramão do país. Na região, 1,7 milhão de pessoas ganham a vida no campo, crescimento de 11% no período, segundo dados do Cepea. Em uma fazenda em Cristalina, em Goiás, por exemplo, mais de 170 funcionários cuidam dos 5 mil hectares de lavoura durante todo o ano. Alex Costa, que chegou há seis meses, é um deles. É uma espécie de faz tudo por lá. “Para mim é uma gratificação estar trabalhando aqui na fazenda”, diz. Ele é funcionário de Alexandre Cenci. A propriedade está na família dele há mais 4 décadas e os últimos anos foram de contratações, uma consequência na prosperidade dos negócios. "A gente vem crescendo em média 10% ao ano. Ano retrasado a gente contratou 25 pessoas, ano passado, 24." Na fazenda, existe uma integração entre agricultura e pecuária. E essa é uma das explicações para o aumento do trabalho no campo em Goiás. Nos últimos 7 anos, o abate de animais gerou 30 mil novos empregos no estado. A agricultura, mais 19 mil. O cuidado com esses animais trouxe mais serviço para a fazenda, e mais oportunidade. O técnico agropecuário Walter Dantas foi contratado no ano passado só para cuidar dos 2 mil animais de corte. Aos 28, ele tira R$ 2 mil por mês e economia cada centavo que pode para pagar uma faculdade para se tornar, no futuro, o médico veterinário da fazenda. "É a vontade de todo dia estar crescendo, estar se atualizando no mercado, esse é meu diferencial. É a vontade de crescer". O Cepea é um centro de estudos de economia da USP. Segundo a entidade, o principal motivo para a redução geral de vagas de trabalho no campo é a mecanização das lavouras.
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19/05 - Agronegócio gera riqueza e faz girar economia de Sidrolândia, em MS
Região Centro-Oeste concentra boa parte da produção de grãos e gado do país, e renda gerada no campo ajuda a movimentar as cidades da região. Agronegócio gera riqueza e faz girar economia de Sidrolândia, em MS No centro de Mato Grosso do Sul, Sidrolândia é uma cidade cuja riqueza passa pelo campo. Segundo o IBGE, dos R$ 1,5 bilhão que compõem o PIB anual do município, um terço é injetado na economia pelo campo. “Boa parte da população, 30%, está na zona rural e a produção local na indústria, comércio e serviços está ligada ao agronegócio também”, afirma Elaine Brito, secretária de desenvolvimento de Sidrolândia. Parte dessa economia é produzida por agricultores como Antenor Caríssimi, um gaúcho que migrou para a região e trabalhou durante 20 anos no campo, economizando para ter a própria terra. “Fui guardando até que nos possuímos a nossa propriedade”, conta. Ele e a família começaram com 100 hectares e hoje já plantam em 950. Os tempos de economia ficaram para trás e agora Caríssimi investe em maquinário e conta com a ajuda do filho Afonso, formado em agronomia, para tomar as decisões no campo. Os efeitos se espalham também no comércio local e nas cooperativas agrícolas, que geram emprego na região. Na loja de móveis de Aleandro Hernandes, entre 60% e 70% dos clientes trabalham com agronegócio. Em uma cooperativa de grãos, Mariana Silveira começou a trabalhar com menor aprendiz e foi efetividade. “Me sinto privilegiada por estar aqui. Tenho a ajuda de grandes profissionais, posso tirar dúvidas com agrônomos”, explica ela, que descobriu a faculdade de agronomia com a oportunidade de emprego.
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19/05 - Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos de 19/05/2019
Veja como obter informações das empresas citadas no programa. Veja a reportagem: Ex-boia fria cria uma das vinícolas mais conhecidas de São Roque QUINTA DO OLIVARDO Estrada do Vinho, KM 4 São Roque / SP – CEP: 18145-002 Telefone: (11) 4711-1100 / 4711-1923 Site: www.quintadoolivardo.com.br E-mail: contato@quintadoolivardo.com.br Veja a reportagem: Como controlar as cobranças do cartão de crédito da sua empresa Instituto Salamacha Consultor Luciano Salamacha Telefone: (42) 99119-5250 Site: www.salamacha.com.br Email: contato@salamacha.com.br Fanpage: facebook.com/lucianosalamacha Instagram: salamacha LinkedIn: Luciano Salamacha Trampolim Start Up Café Rua da Consolação, 2303 - Consolação São Paulo/SP – CEP: 01301-100 Telefone: 3123-7755 Site: www.cafetrampolim.com.br Veja a reportagem: Como montar um salão de beleza? PERFIL ESPAÇO DA BELEZA Alameda Jauaperi, 419 - Moema São Paulo / SP - CEP: 04523-010 Telefone: (11) 5052-0360 Site: www.espacoperfil.com INSTITUTO EMBELLEZE Av. Roque Petroni Junior, 850 - Jd. das Acacias - Torre Bacaetava - Cj. 113 Site: www.institutoembelleze.com/portal/ Veja a reportagem: Veja dicas de como criar um aplicativo para smartphone FACULDADE DE TECNOLOGIA FIAP Telefone: (11) 3385-8010 Site: www.fiap.com.br Email: helpcenter@fiap.com.br CUBO ITAÚ Alameda Vicente Pinzon, 54 - Vila Olímpia São Paulo /SP –CEP: 04547-130 Site: https://cubo.network/ Fanpage: https://www.facebook.com/cubo.network Instagram: https://www.instagram.com/cubo.network/ LinkedIn: https://br.linkedin.com/company/cubo-network Veja a reportagem: Casal monta ateliê em casa com produtos para o mercado de casamento ATELIÊ SIMONE ALMEIDA Rua das Palmeiras, 32 – Veloso Osasco / SP – CEP: 06144-200 Telefone: (11) 94717-2530 Loja Virtual: https://www.elo7.com.br/ateliesimonealmeida Facebook: https://www.facebook.com/at.simonealmeida/ Veja a reportagem: Empresários de SP criam robôs de LED que animam festas de casamento ROBOZÃO DE LED Rua Andréa Paulinetti, 172 - Cidade Monções São Paulo / SP – CEP: 04707-050 Telefones: (11) 94159-0066 / 2306-4362 Site: www.robozaodeled.com.br
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19/05 - 2ª safra deve representar 60% da produção de feijão no Paraná
Depois de problemas na 1ª safra, melhores condições climáticas e maior área de plantio favoreceram alta para a colheita. 2ª safra deve representar 60% da produção de feijão no Paraná Depois de problemas na primeira safra de 2019, os produtores estão otimistas com o desempenho para a próxima colheita no Paraná. A estimativa é que a segunda safra represente 60% de toda a produção no estado. A expectativa é colher 429 mil toneladas de feijão na segunda safra, quase 200 mil a mais que na primeira. "Devido a melhor condição climática, sol, luz e temperatura, a safra foi melhor do que a primeira. Na primeira, nós tivemos problema com o frio", explica o produtor João Francisco de Lima. Após colher 33 sacas por hectare na primeira safra, ele espera que o volume alcance 40 sacas na segunda safra. Além das melhores condições climáticas, o crescimento da produção foi impulsionado pela maior área de plantio. Ela passou de 161 mil hectares, na primeira safra, para os 229 mil atuais. 'Muito feijão' Em relação aos valores, a expectativa dos produtores é manter na mesma faixa negociada da segunda safra do ano passado. "Na faixa de R$ 120 a saca do feijão preto, que é o feijão mais plantado aqui na nossa região", afirma Felipe Cruz, empresário. No entanto, a alta produção pode fazer o valor oscilar. "Acredito que no pico da 'safrinha', o preço real vai ficar na faixa de uns R$ 100 a saca. A curto prazo acho que não levanta tanto, porque é muito feijão", acrescenta Cruz.
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19/05 - Empresários de SP criam robôs de LED que animam festas de casamento
Empresário que atua no ramo há mais de dez anos, decidiu investir neste segmento. A empresa faz uma média de 60 apresentações por mês. Empresários de SP criam robôs de LED que animam festas de casamento No mês das noivas, o PEGN mostra mais uma novidade desse mercado: um robô de led que anima festas de casamento. Eles foram criados por um casal de empresários de São Paulo, que atua há mais de 10 anos na área de eventos. “Tinha visto isso já em outras festas, uma coisa um pouco mais simples, e eu decidi então investir no mercado”, fala o empresário Anderson Morales. Os robôs são fabricados numa oficina em São Paulo. O custo de produção varia de R$ 25 mil a R$ 50 mil, dependendo do material usado. “É uma composição de materiais. Hoje a gente trabalha muito com borracha EVA. Eu tenho robôs em aço inox, robôs em metal, tem robôs em borracha fixa, mas a base de tudo é o EVA que é o melhor material para se trabalhar, moldar, pintar”, explica Anderson. Para dar mais segurança e conforto ao operador dos robôs, Anderson importou pernas mecânicas com amortecedores e molas. Antes de ir para eventos todos os robôs são testados. Um técnico acompanha a equipe para fazer possíveis reparos. A luz de LED tem autonomia de 45 minutos a uma hora. E o preço por apresentação varia de R$ 750 para festas infantis a R$ 5 mil para eventos corporativos. A empresa faz uma média de 60 apresentações por mês. Nenhum robô faz mais de uma festa por dia. ROBOZÃO DE LED Rua Andréa Paulinetti, 172 - Cidade Monções São Paulo / SP – CEP: 04707-050 Telefones: (11) 94159-0066 / 2306-4362 Site: www.robozaodeled.com.br
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19/05 - Veja dicas de como criar um aplicativo para smartphone
Tem ideias para criar aplicativos, mas precisa de dicas para dar o primeiro passo? Nós te ajudamos. Veja dicas de como criar um aplicativo para smartphone Ninguém mais vive sem smartphone e seus aplicativos. São tantos que a gente se perde na hora de baixar. Mais complicado é como criar um. Sergio Oliveira, por exemplo, é de Joinville e mora na Califórnia. Ele mandou mensagem pela #QueroVerNoPEGN dizendo que tem ideias para criar aplicativos e que precisa de dicas. Para começar, o gasto para desenvolver um app varia de R$ 20 mil a R$ 100 mil. Por isso, é bom planejar. Para explicar esse passo a passo, o consultor Renato Kimura explica que o aplicativo não é só aquele programinha no smartphone. "Ele é mais do que isso tem que ser um negócio sustentável e escalável.” O primeiro passo é entender o modelo de negócio: como planejar e monetizar o serviço que se quer presto pelo aplicativo. O segundo passo é fazer um protótipo do app, desenhando no papel, telinha por telinha. E o terceiro passo: mostrar o protótipo para pessoas que usariam o serviço. Depois do teste, vem a parte de tecnologia, a criação do app. É possível aprender a fazer isso sozinho ou contratar um desenvolvedor. O desenvolvimento do app não acaba quando ele é lançado nas lojas. É preciso fazer atualizações constantes no sistema inclusive acrescentando novas ferramentas e novas informações. Para mandar a sua sugestão para o Pequenas Empresas, use nas redes sociais também a #QueroVerNoPEGN! FACULDADE DE TECNOLOGIA FIAP Telefone: (11) 3385-8010 Site: www.fiap.com.br Email: helpcenter@fiap.com.br CUBO ITAÚ Alameda Vicente Pinzon, 54 - Vila Olímpia São Paulo /SP –CEP: 04547-130 Site: https://cubo.network/ Fanpage: https://www.facebook.com/cubo.network Instagram: https://www.instagram.com/cubo.network/ LinkedIn: https://br.linkedin.com/company/cubo-network
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19/05 - Como montar um salão de beleza?
Pequenas Empresas & Grandes Negócios dá dicas de gastos, cuidados e experiências para você fazer a diferença com o seu empreendimento. Como montar um salão de beleza? Hoje, quase toda rua tem pelo menos um salão de beleza. O Brasil tem mais de um milhão desses estabelecimentos, entre formais e informais. O especialista em beleza, Douglas Baptista, explica que a área da beleza não para, é uma área em contínuo crescimento, mas que muita gente fecha nesse setor e só ficam os bons. A Kariny Pereira e a irmã Anadja estão nesse mercado há 18 anos. Há 10 anos, elas têm o próprio salão que atende 280 clientes por semana. “Eu sou administradora, fiz faculdade, sou formada nisso. Isso foi essencial, é um diferencial comparado com muitos salões que a pessoa que administra as vezes é o cabeleireiro", conta Kariny. Veja algumas dicas para montar o salão de beleza: Capital de giro: É possível abrir um salão de beleza com investimento de R$ 50 mil a R$ 150 mil, dependendo do público que quer atingir. Esse dinheiro é para reforma do espaço, equipamentos e mobiliário. E é preciso reservar o capital de giro, por pelo menos 6 meses para pagar as contas se não faturar. Cuidados: Também é preciso seguir as normas da Vigilância Sanitária, como usar lâminas e lixas descartáveis e esterilizar instrumentos. Para fazer sucesso: Outra dica é para divulgar o negócio: usar as redes sociais e contratar profissionais que já tenham a clientela formada e tragam para o salão. Localização: A escolha do ponto também é essencial. Uma maneira de otimizar é escolhendo um ponto comercial misto: com empresas e residências. Quem trabalha na região vai frequentar o salão na hora do almoço e final de expediente. Já quem mora no bairro vem ao longo do dia e nos finais de semana. Preço e experiência: Para formatar o preço, vai depender dos custos e do poder aquisitivo do público. É preciso lembrar que cliente de salão busca experiência. Então, uniforme, postura, simpatia da profissional, mimos como uma massagem nas costas, um cafezinho, decoração, pontualidade e até o atendimento na recepção fazem a diferença. O especialista Douglas Baptista diz que é um conjunto de ações que pode até dar trabalho para organizar, mas que às vezes custa pouco, e convence o cliente de que o serviço naquele lugar vale mais. É preciso se manter atualizado, já que o mercado tem sempre novidades, com técnicas, equipamentos ou produtos. A Kariny e Anadja faturam R$ 90 mil por mês com o salão. E mesmo com a economia do país parada, cresceram 15% no último ano. PERFIL ESPAÇO DA BELEZA Alameda Jauaperi, 419 - Moema São Paulo / SP - CEP: 04523-010 Telefone: (11) 5052-0360 Site: www.espacoperfil.com INSTITUTO EMBELLEZE Av. Roque Petroni Junior, 850 - Jd. das Acacias - Torre Bacaetava - Cj. 113 Site: www.institutoembelleze.com/portal/
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19/05 - Ex-boia fria cria uma das vinícolas mais conhecidas de São Roque
Além do vinho e boa comida, empresário passou a oferecer também história, aventura e experiências. Ex-boia fria cria uma das vinícolas mais conhecidas de São Roque Na cidade de São Roque, a 70 quilômetros da capital de São Paulo, conhecida pela produção de vinho, um empresário que começou com uma pequena vinícola, hoje administra um espaço com restaurante e área de recreação. Há 12 anos, quando ficou desempregado, Olivardo Saqui investiu nesse mercado. Ele começou a plantar uvas para produzir sucos e vinhos. Mas até o negócio vingar, ele passou a comercializar queijos e bebidas de outros produtores. Muito rapidamente o local transformou-se na primeira casa de gastronomia portuguesa da região. Hoje, o restaurante é disputado por turistas principalmente nos finais de semana. E o empresário foi além da venda só de vinho e do bacalhau. Para crescer e se tornar referência em São Roque, passou a oferecer também história, aventura e experiência. O espaço tem 9 hectares e recebe de 5 mil a 7 mil pessoas por final de semana. Tem recreação para crianças, degustação de queijos e vinhos e até uma vila portuguesa, com todos os clássicos da gastronomia lusitana. Uma das atrações é outra tradição portuguesa: o vinho enterrado, conhecido como vinho dos mortos. “Essa é uma história que nos leva a 1807 quando Portugal foi invadido por franceses", conta Olivardo, "quando tropas de Napoleão chegaram nas regiões vinícolas enterraram o que tinha de mais precioso: as garrafas de vinho.” Esse ritual na vinícola do empresário acontece todo terceiro sábado do mês. As pessoas podem enterrar sua própria garrafa e voltar depois de 6 meses para desenterrá-la. Em média, são enterradas de 200 a 300 garrafas. Olivardo produz 20 mil litros de vinho por mês. É pouco comparado a outras vinícolas da região. O mais barato custa R$ 20 . O mais caro é o vinho dos mortos, que sai por R$ 72 e é responsável por 70% do faturamento. O empresário não revela o quanto ganha por mês. QUINTA DO OLIVARDO Estrada do Vinho, KM 4 São Roque / SP – CEP: 18145-002 Telefone: (11) 4711-1100 / 4711-1923 Site: www.quintadoolivardo.com.br E-mail: contato@quintadoolivardo.com.br
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19/05 - Seleiros valorizam tradição do tropeirismo no Estado de SP
Peças são feitas de maneira artesanal e são procuradas, principalmente, por muladeiros. Seleiros valorizam tradição do tropeirismo Reprodução/TV TEM João Elias Leme trabalha em um quartinho, no quintal da casa onde mora, em Cerquilho (SP). Ele mantém viva uma profissão que só veio conhecer depois dos 40 anos de idade: a selaria. Essa arte de fabricar peças usadas pelos tropeiros surgiu na vida do aposentado meio por acaso. Ele foi observando como um amigo seleiro trabalhava e, com o tempo, acabou aprendendo o ofício. O trabalho rústico, que preenche as paredes da oficina, é feito com muita precisão. Couros, linhas e argolas ganham diferentes formas. Algumas peças levam muitas vezes mais de uma semana para ficarem prontas. João faz desde os consertos mais simples a peças mais trabalhadas. Tropeiros de toda a região estão entre os clientes. As vendas aumentam em épocas de cavalgadas. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 19/05/2019) Seleiros valorizam tradição do tropeirismo Em outro sítio, também em Cerquilho, integrantes da Associação Cultural Tropeira fazem do local um ponto de encontro para valorizar as tradições. Ede Grando, que preside a associação, diz que a paixão pelo tropeirismo surgiu em 2009 depois de participar de uma cavalgada. Ede pode ser considerado um muleiro ou muladeiro. O termo é para definir as pessoas que gostam de ter e usar a mula como meio de transporte. Há sete anos ele cuida da 'garota', a mula que é filha da primeira égua que o Ede comprou, aos 13 anos de idade. José Maria Gome, mais conhecido como Juka, é avô de Lucas, de 10 anos. Eles passam o tempo trocando experiências sobre a cultura tropeira. Para Juka, é importante mostrar um pouco da tradição às gerações mais novas para que essa cultura não seja esquecida. Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes Sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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19/05 - Safra de cana deve manter mesmo volume da anterior
Produtividade aumentou, mas área destinada à colheita ficou menor. Safra de cana deve manter mesmo volume da anterior Reprodução/TV TEM A safra de cana-de-açúcar começou bem melhor do que Valdinei Dezordi esperava. A chuva dos últimos meses fez muito bem. Os caminhões estão saindo carregados da plantação em Guapiaçu (SP). Valdinei diz que, no ano passado, nessa época, a cana estava bem mais baixa. Agora, o visual é outro, com boa distância entre os gomos. Ele tem três mil hectares de canaviais e aposta que este ano a produtividade aumenta uns 10%. O preço, segundo o produtor, também vem evoluindo. Em uma usina de Olímpia (SP), a qualidade da cana está surpreendendo. A indústria prevê moer este ano quase 20 milhões de toneladas. Em 2018, a produção foi 12% menor. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 19/05/2019) Safra de cana deve manter mesmo volume da anterior O gerente agroindustrial da empresa, Éverton Carpanezi, diz que as chuvas a partir de dezembro favoreceram o aumento de produtividade. Além do clima, que está ajudando, a usina espera aproveitar os resultados do investimento em tecnologia e melhoramento do canavial. Embora algumas usinas estejam esperando uma safra melhor do que a do ano passado, a Única, organização que representa as usinas do Centro-Sul do Brasil, estima que a moagem deva atingir o mesmo volume de 2018, em torno de 575 milhões de toneladas. É que, embora a produtividade fique um pouco melhor do que o esperado, a área de colheita diminuiu. Canaviais velhos pararam de reproduzir. Isso deve representar em torno de oito milhões de hectares a menos que na safra de 2019. É um reflexo da crise que o mercado sucroalcooleiro viveu nos últimos anos, que afetou o campo e a indústria, mas que, na opinião do diretor da Única, Antônio de Pádua Rodrigues, não abalou quem estava mais preparado. Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes Sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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19/05 - Furtos de gado preocupam pecuaristas do Centro-Oeste de SP
Casos têm sido frequentes na região. Furtos de gado preocupam pecuaristas Reprodução/TV TEM Se não bastasse a preocupação com o manejo do gado, pecuaristas do Centro-Oeste Paulista também estão tendo de lidar com a insegurança no campo. Luiz Geraldo Menegazzo já foi furtado três vezes. Os ladrões levaram o gado de caminhão. Em apenas uma vez ele conseguiu recuperar parte dos animais. Na maioria dos casos, os bandidos agem da mesma forma. Eles invadem a propriedade à noite, quando não tem ninguém, arrombam as porteiras e levam todo o gado. Só nas regiões de Marília e Ourinhos (SP) já foram registradas 14 ocorrências desde janeiro, segundo a Polícia Ambiental. Os furtos também ocorrem em outras propriedades do Centro-Oeste Paulista. Do começo do ano até agora, pelo menos 500 cabeças de gado teriam sido levadas pelos criminosos. O prejuízo é estimado em mais de meio milhão de reais. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 19/05/2019) Furtos de gado preocupam pecuaristas O tenente Leonardo Lopes, da Polícia Ambiental, orienta o pecuarista a tentar sempre manter o gado próximo da sede da fazenda, principalmente no período noturno. Outra dica é evitar passar informações sobre a rotina da propriedade. Com a insegurança, muitos criadores começaram a participar de grupos de troca de mensagens. É um espaço em que eles compartilham sugestões e alertas. No ano passado, Milton Bardi da Fonseca perdeu 22 bois. Depois do furto, ele passou a investir em monitoramento e usa os aplicativos do celular como apoio. Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes Sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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19/05 - Aprenda a fazer focaccia italiana
Saiba como deixar a massa bem fofinha e não errar na hora de rechear. Aprenda a fazer uma legítima focaccia italiana Saiba como deixar a massa da focaccia bem fofinha e não errar na hora de rechear. Quem ensina a receita é cozinheiro Elton Alves, de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Massa Ingredientes: 500 g de farinha de trigo 300 ml de água 5 g de sal 15 g de fermento 50 ml de azeite de oliva Recheio: Sal grosso Alecrim fresco Tomate cereja a gosto Modo de fazer Em uma vasilha coloque a farinha, faça um buraco no meio dela e acrescente todos os ingredientes. A água deve ser colocada aos poucos. Misture bem. Coloque a massa em uma bancada e amasse com as mãos até a massa ficar lisa e desgrudar da bancada. Deixe a massa descansar até dobrar de tamanho. Em uma forma untada com azeite estique a massa, coloque mais azeite. Espalhe o alecrim, o tomate e o sal grosso. A Focaccia assa em meia hora. Veja mais notícias no G1 Caminhos do Campo.
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19/05 - Investimento em melhoramento genético amplia mercado de gado Nelore no Paraná
No estado, já são mais de 4,6 milhões animais desta raça. Investimento em melhoramento genético amplia o mercado do gado Nelore O investimento em melhoramento genético ampliou o mercado do gado Nelore no Paraná. No estado, já são mais de 4,6 milhões animais desta raça. No Brasil, o número passa de 138 milhões. Assista à reportagem no vídeo acima. Veja mais notícias no G1 Caminhos do Campo.
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19/05 - Produtores do Noroeste Paulista apostam no cultivo de pupunha
Atividade tem custo alto na implantação e manejo considerado fácil. Produtores do Noroeste Paulista apostam no cultivo de pupunha Reprodução/TV TEM Não há tempo ruim para a produção de pupunha. O melhor período para extrair esse tipo de palmito é de janeiro a maio, mas se a área for irrigada dá para ter o ano todo. José Guilherme de Castro é responsável por uma propriedade em Cajobi (SP), que é pioneira nesse tipo de cultivo na região de São José do Rio Preto (SP). Ele diz que as palmeiras são bem adaptadas ao clima local e que o manejo não é dos mais difíceis. Além disso, não há preocupação com a renovação da área. Uma das plantações da fazenda foi formada em 1994 e produz até hoje. O custo maior é na hora de começar a atividade. É grande a quantidade de mudas por área, mas o retorno costuma vir a médio/longo prazo. A propriedade tem 30 hectares cultivados e produz cerca de 50 toneladas por ano. Depois de extraído, o palmito vai para a indústria, que pertence ao mesmo dono da fazenda. A unidade existe desde 1999, quando a produção chegava a aproximadamente 40 mil plantas. Hoje são 180 mil plantas, cerca de 20% de tudo que a indústria processa. Os outros 80% são de pequenos produtores. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 19/05/2019) Produtores do Noroeste Paulista apostam no cultivo de pupunha Cada haste rende, em média, 400 gramas de pupunha. Depois de envasado, o palmito ainda é cozido. A produção do Noroeste do Estado é destinada ao mercado paulista e mineiro. O gerente da indústria, Bruno Alberto Nicola, conta que a produção é de 12 mil quilos por mês e de 3 mil a 3,5 mil potes por dia. Segundo ele, a intenção é crescer ainda mais nos próximos anos. Só na região dos municípios de Olímpia e Catiguá (SP) são cerca de 30 produtores. Por ser rentável e ter alta produtividade, o plantio tem chamado a atenção. O engenheiro agrônomo André Fiorotto, da Cati de Olímpia, lembra que o avanço da pupunha segue contínuo, estimulado pelos comentários dos pequenos produtores. O agricultor Antonio José Néspolo, que já cultivou café e laranja, decidiu há cinco anos investir na pupunha. Ele já tem 17 mil plantas e, agora, o cultivo de pupunha é a principal atividade da família. Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes Sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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19/05 - Plantio do trigo avança no Paraná, e agricultores plantam 46% dos grãos
Apesar de o Deral prever uma área menor, a estimativa é para uma produção maior. Agricultores plantam 46% do trigo no Paraná O plantio do trigo avançou no Paraná e, até agora, os agricultores plantaram 46% dos grãos. Apesar de o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, prever uma área menor, a estimativa é para uma produção maior. Confira a reportagem no vídeo acima. Veja mais notícias no G1 Caminhos do Campo.
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19/05 - Por que há tão poucas mulheres economistas?
No rescaldo da crise financeira de 2008 nos EUA, alguns observadores questionaram – brincando – se a crise, que começou com a quebra do Banco Lehman Brothers (Irmãos Lehman), teria acontecido se o banco tivesse sido o “Lehman Sisters” (Irmãs Lehman). Para além do tom provocativo, a questão desnuda uma disparidade de gêneros. No Brasil e no mundo, existem poucas mulheres economistas. E o Prêmio Nobel de Economia ter sido concedido desde sua instituição apenas uma vez a uma economista, Elinor Ostrom, em 2009, ressalta esse desequilíbrio. Uma lacuna tão grande na área de economia e a importância de uma mudança ganharam novamente foco esse ano, no Encontro Anual da Associação Americana de Economia (AEA), e em uma edição especial do periódico Journal of Economic Perspectives. Mas por que o gap existe? Para Shelly Lundberg e Jenny Stearns, é um mito que as mulheres desistem da economia por aversão à matemática na economia. Ciências exatas (matemática, engenharia, tecnologia) atraem mais alunas na graduação e pós-graduação do que a ciência econômica. Em um artigo publicado em fevereiro no Journal of Economic Perspective, elas apontam dois mecanismos que funcionam como barreiras contra as mulheres: aqueles que impactam negativamente sua produtividade e aqueles que impactam negativamente suas avaliações. A diferença na produtividade, medida no mundo acadêmico em quantidade de artigos publicados anualmente, é explicada apenas parcialmente pela diferença nas horas semanais que as mulheres gastam para cuidar do lar e de seus filhos. Outra explicação é que as mulheres são pressionadas a fazer mais trabalhos administrativos nas faculdades do que seus colegas-homens, deixando relativamente menos tempo disponível para dedicar às pesquisas. Como consequência elas acabam publicando menos. Nas avaliações docentes, a produção acadêmica (artigos) têm um peso muito maior de que as contribuições administrativas, trabalho necessário mas pouco valorizado. A assimetria nas avaliações também aparece de forma mais sutil. Apesar de ser muito comum que economistas (homens e mulheres) escrevam artigos em coautoria com outros pesquisadores, as economistas-mulheres tendem a receber menos créditos por um artigo coautorado em comparação com os economistas-homens. Existe um viés que elas são mais frequentemente consideradas – por mera suposição – autoras secundárias. Alguém pode argumentar: mas por que os departamentos de economia não poderiam simplesmente ser redutos masculinos e a profissão de economista praticada só por homens? Nos modelos econômicos, afinal, homens e mulheres são considerados substitutos perfeitos, não importa o gênero. Shelly Lundberg e Jenny Stearns respondem: primeiro, tirar as barreiras que impedem a entrada e a ascensão das mulheres na carreira de economista é uma questão de justiça. Mas a diversificação dos pontos de vista também pode levar a mudanças no próprio estudo de economia e afetar a discussão sobre políticas econômicas. Christine Lagarde, diretora-geral, e Jonathan Ostry defendem em um artigo publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em novembro que homens e mulheres não são substitutos um do outro no trabalho, mas complementares. Ambos contribuem com habilidades e perspectivas diferentes. Fechar a lacuna aumentará a produtividade. Voltando à questão intrigante do início, se existissem mais economistas mulheres e um banco chamado “Lehman Sisters” fosse algo natural, a quebra poderia ter sido evitada? Obviamente, é impossível dizer com certeza porque é impossível voltar atrás no tempo. Porém existe sim a grande probabilidade de que a presença de mais mulheres no setor financeiro mudará a análise e percepção de risco, justamente por trazer outras perspectivas e outros questionamentos. Post em parceria com Bruno Ygosse Battisti, graduando em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas e trainee da Consultoria Júnior de Economia da EESP-FGV.
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19/05 - Concursos: 13 órgãos abrem inscrições para 400 vagas na segunda
Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade. Pelo menos 12 órgãos abrem inscrições nesta segunda-feira (200) para 400 vagas disponíveis em concursos públicos. Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade. Na prefeitura Santa Maria da Boa Vista, Pernambuco, os salários chegam a R$ 9 mil. CONFIRA A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS selo concursos opcao 01 Editoria de arte/G1 Veja abaixo os concursos que vão abrir inscrições: Câmara de Parnamirim (RN) Inscrições: até 17/06/19 44 vagas Salários de até R$ 2.500 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Prefeitura de Bela Vista do Toldo (SC) Inscrições: até 22/05/19 7 vagas Salários de até R$ 4.218,00 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura de Grajaú (MA) Inscrições: até 06/06/19 86 vagas Salários de até R$ 2.110,33 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Universidade Estadual de Montes Claros (MG) Inscrições: até 19/06/19 96 vagas Salários de até R$ 1.719,07 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Inscrições: até 13/06/19 33 vagas Salários de até R$ 9.600,92 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Serviço Municipal de Transportes Coletivos de Araras Inscrições: até 06/06/19 15 vagas Salários de até R$ 2.163,78 Cargos de nível fundamental Veja o edital Consórcio Intermunicipal de Saúde da Nova Alta Paulista Inscrições: até 30/05/19 3 vagas Salários de até R$ 2.257,57 Cargos de nível técnico e superior Veja o edital Prefeitura Municipal de Santa Maria da Boa Vista (PE) Inscrições: até 24/05/19 78 vagas Salários de até R$ 9.000,00 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Prefeitura Municipal de Itapoá (SC) Inscrições: até 21/05/19 1 vaga Salários de até R$ 4.939,88 Cargo de nível superior Veja o edital Prefeitura Municipal de Sete Quedas (MS) Inscrições: até 24/05/19 2 vagas Salários de até R$ 3.200,00 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura Municipal de Delta (MG) Inscrições: até 24/05/19 2 vagas Cargos de nível médio e superior Veja o edital Prefeitura Municipal de Orleans (SC) Inscrições: até 19/06/19 4 vagas Salários de até R$ 1.244,80 Cargos de nível fundamental Veja o edital Prefeitura Municipal de Resende (RJ) Inscrições: até 12/06/19 28 vagas Salários de até R$ 1.014,80 Cargos de nível fundamental Veja o edital
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19/05 - Boeing reconhece pela primeira vez defeitos no software do simulador de voo do 737 MAX
Esse modelo de aeronave causou duas tragédias que deixaram mais de 300 mortos. Três aviões Boeing 737 Max são vistos do alto, estacionados no tarmac da fábrica da marca em Renton, Washington (EUA) Lindsey Wasson/Reuters A fabricante de aviões norte-americana Boeing admitiu, neste sábado (18), que teve de corrigir falhas no software dos simuladores de voo destinados a formar os pilotos do 737 MAX, o modelo de aeronave envolvido em duas tragédias que deixaram mais de 300 mortos. É a primeira vez que a Boeing admite um defeito de concepção do equipamento do 737 MAX. Esse modelo teve seu sistema de estabilização MCAS posto em xeque após tragédia da Ethiopian Airlines em 10 de março passado, em Adis Abeba. "A Boeing fez correções no software do simulador de voo do 737 MAX e deu informações complementares aos operadores da aeronave para se assegurar de que a experiência no simulador seja representativa das diferentes condições de voo", afirmou a companhia em um comunicado. Boeing sabia de falha no 737 MAX um ano antes de tragédia A Boeing não especificou a data em que observou os defeitos do programa nem se havia informado os reguladores do setor a esse respeito. Segundo a empresa, o software usado nos simuladores era incapaz de reproduzir algumas condições de voo - em especial, aquelas que levaram ao acidente do 737 MAX da Ethiopian Airlines, apenas alguns minutos depois da decolagem. Foram 157 mortos. As mudanças feitas vão melhorar a formação dos pilotos, afirmou a companhia. "A Boeing está trabalhando estreitamente com os fabricantes do sistema e com os reguladores nestas modificações e em melhorias para garantir que a formação (dos pilotos) por parte (das empresas) clientes não seja perturbada", acrescentou o grupo. Cliente de peso do 737 MAX, com 34 aparelhos em serviço, a companhia aérea americana Southwest disse à AFP que deve receber um simulador específico do MAX "no fim do ano". Pilotos exigem treinamentos melhores em aeronave 737 MAX Segundo a Boeing, software usado nos simuladores era incapaz de reproduzir algumas condições de voo Reprodução/JN
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18/05 - BNDES afasta chefe do departamento responsável por gerir recursos do Fundo Amazônia
Decisão foi tomada depois de o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) apontar indícios de irregularidades e 'inconsistências' em contratos do fundo, que financia projetos ambientais. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que afastou temporariamente a chefe do departamento responsável pelo Fundo Amazônia na instituição, Daniela Baccas. A decisão foi tomada depois de o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciar nesta sexta-feira (17) que a pasta encontrou indícios de irregularidades e “inconsistências” em contratos de projetos que recebem apoio do fundo. Financiadores internacionais desaprovam anúncio de ministro sobre 'irregularidades' no Fundo Amazônia O Fundo Amazônia é gerido pelo BNDES e tem R$ 1,9 bilhão em projetos sobre redução de emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal. O fundo tem contratos com ONGs e entes governamentais, como estados e municípios. Procurado pelo G1, o BNDES confirmou por meio da assessoria o afastamento de Baccas e explicou que a medida visa preservar a funcionária, enquanto são analisados os fatos apontados pelo Ministério do Meio Ambiente. O banco informou que a medida é praxe em casos como esse, mas não informou quem substituirá a funcionária durante o período de afastamento. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ao anunciar indícios de irregularidades na gestão de recursos do Fundo Amazônia Patrícia Figueiredo/G1 TCU e CGU O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, informou na sexta-feira (18) que a pasta analisou cerca de um quarto dos 103 projetos apoiados pelo fundo, dos quais, cerca de 30 contratos foram verificados "a fundo". Não foi divulgado o teor dos contratos que suscitaram suspeitas. A pasta também não informou a proporção exata de contratos de ONGs e de entes governamentais nem os critérios para a seleção dos contratos verificados. De acordo com Salles, entre os indícios de irregularidades encontrados, estão casos de contratos com ONGs nos quais até 70% dos recursos teriam sido empregados no pagamento de funcionários próprios da organização ou terceirizados. Em média, de 40% a 60% das verbas teriam sido gastas no pagamento de pessoal. A análise preliminar feita pelo ministério será enviada ao BNDES, responsável pela execução dos contratos do Fundo Amazônia, ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Controladoria Geral da União (CGU). Anualmente, o fundo passa por dois processos de auditoria, feitos por empresas privadas. A primeira analisa o aspecto contábil enquanto a segunda auditoria verifica o cumprimento de exigências contratuais. Em 2018, as auditorias não encontraram irregularidades. Fundo Amazônia Criado em 2008, o Fundo Amazônia é gerido pelo BNDES, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. Considerado o principal mecanismo internacional de pagamentos por resultados de REDD+ (redução de emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal), o fundo tem em carteira 103 projetos, no valor total de aproximadamente R$ 1,9 bilhão. O fundo recebeu doações voluntárias do governo da Noruega, principal doador, do banco de desenvolvimento da Alemanha (KfW) e da Petrobras. Em junho de 2017, no governo de Michel Temer, a Noruega anunciou o corte de 50% dos repasses ao Fundo Amazônia a partir de 2018. A medida foi motivada pelo aumento nos índices de desmatamento registrados no Brasil.
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18/05 - Troca de chutes: como vai ser a quinta rodada do Brasileirão
Samy Dana no Troca de Chutes do Sportv Reprodução O nosso modelo decolou no meu desafio com o Thiago Maranhão no Troca de Chutes, quadro que vai ao ar sempre na véspera de cada rodada do Campeonato Brasileiro no programa Trocas de Passes do Sportv. Tanto eu como Tiago acertamos quatro vencedores da quarta rodada, mas também cravei a vitória do Sao Paulo sobre o Fortaleza por 1 a 0. Com isso, a vantagem, que era de três pontos, passou a oito, 33 a 25. Nessa nossa divertida brincadeira que mistura futebol e probabilidades, quem acerta o vencedor ganha 1 ponto e quem acerta o placar, ganha 5. O Tiago passou a contar com um apoio considerável, dos colegas Grafite e Ana Thaís, mas até agora o algoritmo da Futscience acertou 20 (50%) os resultados e três vezes o placar (7,5%) dos 40 jogos já realizados. Na rodada, o algoritmo atribui ao Palmeiras contra o Santos e ao Athletico-PR contra o Corinthians as maiores chances de vitória: 73%. O Inter também conta com boas probabilidades, 70%, para vencer o CSA. troca de chutes rodada 5 Samy Dana/FutScience E também os placares: troca de chutes rodada 5 Samy Dana/FutScience Vale lembrar que o algoritmo da Futscience usa machine learning, ou seja, aprende sobre cada equipe analisando as estatísticas dos quatro primeiros jogos e de que maneira estiveram ligadas ao placar. Com isso, imagina como o time vai se comportar. Vai dar certo? É conferir.
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18/05 - Países emergentes investiram o dobro do Brasil em 2018
Segundo levantamento do Ibre/FGV com dados do FMI, 90 dos países apresentaram uma taxa de crescimento maior do que a brasileira no ano passado Países emergentes investiram o dobro do Brasil em 2018 Um dos principais entraves para o Brasil voltar a crescer é o baixo nível de investimento. Em 2018, os países emergentes investiram o dobro do Brasil. Estamos na lanterna mundial – no ano passado, mais de 90% dos países investiram mais que o Brasil. Os dados são do World Economic Outlook, do FMI, e foram compilados em um levantamento do economista Marcel Balassiano, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da FGV. Foram considerados 172 países – e apenas 16 apresentaram um desempenho inferior ao brasileiro, entre eles Venezuela, Nigéria, Guatemala e Grécia. "O Brasil investe menos do que quando a gente compara com os nossos pares latinoamericanos aqui próximos, como Chile, Peru e Colômbia, e como os emergentes, os Brics também", diz Balassiano. "Além de a recessão ter sido muito forte, a recuperação tem sido lenta e gradual", afirma, pontuando que o crescimento do PIB de 2019 deve, se muito, ficar na ordem de 1,5%. Ele observa que a taxa de investimentos no País desabou com a crise econômica. De 2010 a 2014, a taxa média de investimento foi de 21,5% do PIB; já no ano passado, foi de 15,8% do PIB. Isso significa que empresas diminuíram as compras de máquinas, equipamentos e os aportes em pesquisa. "Reverter esse quadro é de fundamental importância para o País crescer mais e com isso gerar mais empregos, principalmente empregos formais", aponta Balassiano. Comparação da taxa de investimentos (em % do PIB) entre Brasil, América Latina, países emergentes e mundo Reprodução Incertezas Porém, a retomada dos investimentos, apontam especialistas, esbarra na incerteza de que o Brasil conseguirá resolver os problemas estruturais e encaminhar as reformas, como a da Previdência. "A reforma da Previdência, sendo aprovada, vai criar o espaço que nós precisamos para o investimento voltar a aparecer e a aparecer crescendo de forma significativa", aponta o especialista em contas públicas Raul Velloso. "E o investimento, não podemos esquecer, é o único caminho no curto prazo para nos tirar do marasmo econômico em que nós nos encontramos."
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18/05 - Nível de emprego na indústria de Americana tem recorde negativo pelo 2º ano seguido em abril
Regional do município fechou o mês com perda de 100 postos de trabalho e igualou o índice do mesmo período do ano passado. Número é o pior desde 2006. Indústrias têxteis de Americana têm perda de vagas de emprego. Reprodução/ EPTV A indústria da região de Americana (SP) bateu recorde negativo de geração de emprego pelo segundo ano consecutivo em abril. De acordo com dados do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp-SP), a regional do município fechou o mês com perda de 100 postos de trabalho e igualou o índice do mesmo período do ano passado. O número é o pior desde 2006, primeiro ano que o órgão estadual disponibilizou os números. O índice representa uma variação negativa de 0,36%. Ainda segundo o balanço do Ciesp, a geração de emprego de janeiro a abril deste ano também apresentou queda com o fechamento de 50 vagas. Já no acumulado dos últimos 12 meses (de maio de 2018 a abril de 2019), a diminuição foi ainda maior com a demissão de 4,8 mil funcionários. Enquanto 2018 e 2019 foram os piores anos na geração de emprego da indústria do município em abril, 2007 está na outra ponta da lista com a abertura de 600 vagas no setor. Confira no gráfico abaixo os números de todos os meses de abril na regional de Americana nos últimos 14 anos. Os setores que mais contribuíram para o fechamento de postos de trabalho em abril foram produtos têxteis (-1,92%), metalurgia (-1,81%), veículos automotores e autopeças (0,76%), além de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-0,20%). As mesmas áreas também foram as que mais contribuíram para a perda de vagas no acumulado de janeiro a abril, liderada pelo setor de produtos têxteis, que tem presença muito forte em Americana, com queda de 4,69%. A regional de Americana do Ciesp ainda contempla os municípios de Nova Odessa (SP) e Cosmópolis (SP). Campinas Já a indústria da região de Campinas (SP) teve a pior geração de emprego dos últimos três anos em um 1º quadrimestre. De acordo com dados do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp-SP), de janeiro a abril, a regional da entidade fechou 700 postos de trabalho, pior índice desde 2016, quando as empresas demitiram 1,8 mil funcionários. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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18/05 - Nível de água em hidrelétricas de Sudeste e Centro-Oeste fica abaixo da média pelo 5º ano consecutivo
Período é o mais longo desde os anos 1950, segundo dados do Operador Nacional do Sistema. Com isso, termelétricas são acionadas com mais frequência, e contas de luz ficam mais caras. O volume de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas instaladas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste ficou abaixo da média histórica nos últimos cinco anos, apontam dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Isso é relevante porque as duas regiões são responsáveis por cerca de 70% de toda a energia produzida no país. De acordo com o ONS e com especialista ouvido pelo G1, ainda não há risco de falta de energia mas a situação vem deixando as contas de luz mais caras (leia mais abaixo). Esse período de cinco anos com volume de água abaixo da média é o mais longo, para as hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, desde a década de 1950, e o segundo mais longo de toda a série histórica do ONS, que começa em 1932. Arte/G1 Menos chuva A redução no volume de água começou em 2014 e é reflexo direto das chuvas abaixo do normal nas duas regiões. Naquele ano, os reservatórios receberam água equivalente a 67% da média histórica e chegaram a ficar com nível de armazenamento mais baixo que em 2001, quando o país passou por um racionamento de energia. O racionamento só não ocorreu em 2014 porque o Brasil contava então com um número maior de termelétricas (usinas geradoras de energia a partir da queima de combustível, como óleo e gás natural), que substituíram parte da geração hidrelétrica. Nos anos seguintes, o volume de água que chegou aos reservatórios aumentou um pouco, mas se manteve, até 2018, abaixo da média histórica. Os dados do ONS apontam para o risco de que o problema volte a se repetir em 2019: os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste receberam água abaixo da média entre janeiro e abril, período de chuva mais abundante nas duas regiões – o período seco vai de maio a outubro. Reservatório da hidrelétrica de Serra da Mesa, em Goiás Divulgação Furnas/AC Junior Situação 'incomoda', diz ONS O diretor geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, disse que os cinco anos de água abaixo da média histórica nas usinas do Sudeste e Centro-Oeste não geram risco de falta de energia neste momento. Mas, segundo ele, a situação "incomoda" porque reflete no bolso dos consumidores. "Não passa por risco de desabastecimento, mas sim por risco de se ter energia mais cara", disse Barata. "Estamos gerando [energia nas hidrelétrica] bem abaixo da capacidade", declarou. De acordo com o diretor do ONS, a energia gerada na região Norte do país, pelas usinas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, e Belo Monte, no Pará, tem ajudado a atender a uma parte da demanda do Sudeste, principal mercado consumidor. Além disso, afirmou, o país tem ampliado a geração por fontes alternativas, como eólica e solar. Isso, entretanto, não vem sendo suficiente para impedir que as termelétricas, que geram energia mais cara, sejam acionadas com mais frequência. O uso das térmicas faz as contas de luz subirem. Apesar de os reservatórios de Sudeste e Centro-Oeste continuarem a registrar chegada de água abaixo da média em 2019, o diretor geral do ONS afirmou que não há preocupação com problemas de abastecimento neste ano. "Para 2019, as avaliações nos deixam com conforto. Nossa expectativa é chegar ao final do ano sem grandes problemas", afirmou. O G1 também tentou ouvir o Ministério de Minas e Energia e questionou, por exemplo, o que está sendo feito para evitar que a situação provoque risco de falta de energia no país. O ministério respondeu que o ONS deveria ser procurado. Para Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, que acompanha o setor elétrico brasileiro, a situação nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste não chega a ser preocupante, mas "relevante". "Os reservatórios estão trabalhando em níveis mais baixos que o desejado, e a produtividade de uma hidrelétrica está ligada ao nível do seu reservatório", apontou. "Isso resulta num acionamento mais frequente de usinas com custo operacional mais caro, como as termelétricas", afirmou. Para Sales, as autoridades do setor elétrico precisam considerar essa realidade ao planejar a expansão da estrutura de geração de energia no país. "O governo deve definir critérios para os leilões de energia que valorizem os atributos das diferentes fontes, não somente o preço", disse. "A evolução da matriz deve ser para uma maior eficiência, para evitar o encarecimento [das contas de luz]."
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18/05 - Executivos ajudam ONGs a melhorar gestão de negócios
Programa de mentoria da Ambev, que começou no ano passado, coloca executivos da cervejaria como voluntários que ajudam as entidades a elaborar e atingir as metas estabelecidas. Instituto Pró-Saber, em Paraisópolis, que ficou em 1º lugar no programa de mentoria da Ambev em 2018 Fábio Tito/G1 Quando Maria Cecília Lins fundou sua ONG, o Instituto Pró-Saber, há 16 anos, seu sonho era diminuir a desigualdade por meio da educação. Mas o domínio que ela tinha na área pedagógica precisava ser estendido para a gestão dos negócios da entidade. Quando foi lançado o projeto VOA, que ajuda ONGs a administrarem melhor seus processos, orçamentos e funcionários, ela viu ali uma oportunidade para melhorar seus resultados e chegar mais perto do seu objetivo. O programa foi lançado em 2018 pela cervejaria Ambev – empresa que, há alguns anos, chegou a sofrer uma série de processos trabalhistas por práticas consideradas vexatórias. Maria Cecília contou com a ajuda de Felipe Cerchiari, diretor de Inovações da companhia, que se dedicou o ano todo a orientá-la em como traçar as metas e os passos necessários para atingi-las. O projeto da ONG de Maria Cecília foi considerado o melhor do VOA 2018. “A gente queria juntar a capacidade pedagógica com a excelência na área de gestão, e o programa trouxe as ferramentas necessárias, com uma pessoa te acompanhando ao longo do processo, um aprendizado mútuo”, diz Maria Cecília. Ela se inscreveu no ano passado e concorreu com mais de 2 mil ONGs para ser uma das 185 selecionadas. Elas se encaixaram nos critérios do programa como existência mínima de dois anos, forte engajamento do responsável pela ONG, potencial de impacto social nas novas gerações, visão de futuro e comprometimento. Maria Cecília Lins teve aulas e orientação de um executivo da Ambev para colocar programa de metas e melhoria de gestão em sua ONG Fábio Tito/G1 Por se tratar de um programa voluntário de mentoria em gestão, funcionários da Ambev, que são executivos em diferentes áreas de atuação, ficam responsáveis por auxiliar de forma personalizada as ONGs, atuando como “padrinhos” de cada uma, acompanhando a evolução ao longo do programa. No ano passado foram 200 voluntários. Para o programa deste ano, são 108 funcionários da empresa para atender a 54 ONGs, selecionadas entre mais de 330 candidatas. Cada organização não governamental terá a mentoria de dois voluntários. A redução no número de ONGs de um ano para o outro é devido a uma melhor estruturação do programa para poder se expandir. “Nós só vamos aumentar quando tivermos condições para isso”, diz Bernardo Paiva, presidente da cervejaria. O time de voluntários tem em sua maior parte funcionários com cargos de liderança. A área corporativa tem o maior número, mas há também executivos dos setores de marketing, financeiro, vendas e logística. Os voluntários se organizam dentro de sua disponibilidade para fazer os encontros no decorrer do ano com as ONGs. Na conclusão do programa, as ONGs apresentam um projeto prático realizado com base no que aprenderam ao longo dos meses, sendo que o mais bem avaliado recebe um auxílio financeiro. De acordo com cálculo da Ambev, em 2018, as organizações participantes puderam impactar cerca de 2 milhões de pessoas após a participação no programa. As ONGs participam ainda de aulas sobre gestão de orçamento, gerenciamento de projetos, elaboração de metas, planos de carreira, entre outros assuntos. E têm encontros presenciais e online com os mentores voluntários. “A população tende a enxergar esses dois universos como muito distantes, mas na verdade existem mais coisas em comum do que se imagina. Muitas ferramentas de gestão podem ser aplicadas em ambos os casos, tendo sempre em mente que adaptações devem ser feitas com base na realidade de cada organização”, explica Bernardo Paiva. Bernardo Paiva, presidente da Ambev, durante aula inaugural do VOA 2019, em maio deste ano Divulgação/Ambev Paiva ressalta que não só as ONGs ganham com o projeto. “O VOA humaniza a companhia. Além de nos aproximar ainda mais do terceiro setor, o programa nos traz uma nova visão sobre diversos aspectos e incentiva a reflexão sobre melhorias no nosso próprio negócio. A experiência une os funcionários, que se sentem mais motivados ao saberem que fazem parte da construção de um mundo melhor, afirma. O programa, segundo Paiva, utiliza indicadores que medem o desempenho das ONGs, como impacto nas famílias, na sociedade e no número de alunos. Biblioteca com 14 mil títulos em Paraisópolis Maria Cecília Lins na biblioteca ampliada que conta com 14 mil títulos Fábio Tito/G1 A ONG de Maria Cecília está localizada na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, e atende a 120 crianças de 4 a 8 anos e a 40 adolescentes de 15 a 18 anos, que estudam na rede escolar, mas frequentam a ONG como trabalho complementar, enfocando o hábito da leitura. “A leitura é uma ferramenta para diminuir a desigualdade social por meio da educação”, defende Maria Cecília. Com a participação no programa, a diretora executiva da ONG conseguiu alguns resultados práticos: contratou mais funcionários - oito jovens aprendizes, aumentou a estrutura do local alugando o imóvel ao lado e ampliou a biblioteca que é aberta a toda a comunidade e conta atualmente com 14 mil títulos infanto-juvenis. Segundo Cecília, a biblioteca tinha 32 m², e o novo espaço, inaugurado em março, ficou quatro vezes maior. Além disso, a biblioteca passou a ter entrada de frente para a rua - antes ficava dentro da ONG. Há 2 mil moradores cadastrados na biblioteca, e no ano passado foram emprestados mais de 17 mil livros, destaca a diretora da ONG. Durante o programa, Maria Cecília teve que estabelecer metas e os passos para alcançá-las. Entre elas estão conseguir atender a metade das 5 mil crianças de 4 a 8 anos da comunidade em um período de 3 anos e levar o trabalho da ONG para outros lugares, com a ajuda principalmente dos adolescentes que são atendidos na ONG e passam por formação para se tornarem jovens multiplicadores. “O impacto será muito maior se atuarmos nas escolas da região do que apenas na ONG”, diz. Cecília conta que o que mais estimulou durante o processo foi o fato de o mentor fazer muitos questionamentos, mirando principalmente os objetivos da ONG. ONG em Paraisópolis tem como missão diminuir a desigualdade por meio do hábito da leitura Fábio Tito/G1 A diretora-executiva da ONG conta que a participação no programa de mentoria melhorou a entrada de doações, principalmente com o aumento de doadores pessoas físicas, o que possibilitará ainda a implantação de um fundo de reserva para a ONG. “Quando você capta recursos tem que mostrar ao doador qual o ganho do que você quer transformar e o VOA trouxe ferramentas de planejamento estratégico que deram mais segurança na hora de expor ao doador os critérios transparentes de trabalho”, explica. Segundo Maria Cecília, o programa de mentoria foi baseado em questões reais e encontrou respostas simples para os problemas, como nas áreas financeira e administrativa. “A gente olhou para os problemas, pegou a ferramenta de gestão e aplicou nas metas que a gente tinha. A gente sonhou muito alto e criou respostas para nossas dificuldades”, conta. Mesmas ferramentas de gestão da Ambev Felipe Cerchiari, de 34 anos, entrou como trainee na Ambev e está há 12 anos na empresa. Seu contato com o terceiro setor havia sido só na universidade. Ele conta que decidiu se candidatar a ser voluntário assim que o programa foi anunciado. Cerchiari foi direcionado para a Pró-Saber após análise do perfil dele e da ONG. “Nesse caso, havia demandas por gestão, marketing e captação de pessoas físicas, e houve o match”, conta. Felipe Cerchiari, diretor de Inovações da Ambev, ajudou ONG a ter melhor desempenho em programa de mentoria em 2018 Divulgação/Ambev Segundo Cerchiari, seu principal papel foi ajudar Maria Cecília a estabelecer as metas, os prazos e a estrutura organizacional. “Ela queria transformar Paraisópolis num paraíso de leitura, mas atendia pouco mais de 100 crianças e jovens de um universo de 5 mil. Foi aí que quantificamos as ações para atingir mais gente”. O diretor de Inovações conta que aplicou exatamente a mesma metodologia e ferramentas de gestão de negócios da cervejaria na ONG. “Viabilizar um sonho foi inspirador, uma troca desde o primeiro dia. Eu adequava as ferramentas para os desafios dela”, diz. O executivo afirma que a captação de recursos para a ONG subiu 50% durante 2018 com a mentoria em gestão. “Vimos quanto precisa de caixa por ano e quanto precisa arrecadar para chegar num plano de curto e longo de prazo para mudar de patamar financeiro”, explica. Cerchiari diz que, por não ter todas as respostas para Maria Cecília, acabou aprendendo muito ao longo do processo. Eles se encontravam uma vez por mês, na ONG ou na própria empresa, dentro do horário de expediente dele, e havia orientações pelo WhatsApp e e-mail. Questionado sobre as razões de a ONG que ele orientou ter sido a “campeã” do programa de 2018, Cerchiari diz que o mérito foi todo de Maria Cecília. “Pode fazer a consultoria que for, se você não estiver pronto para a transformação nada vai acontecer”, diz. De sua parte, o diretor de Inovações considera que fez as perguntas certas de como alcançar o sonho lá na frente. “Ela estava disposta a transformar, mas sempre com pé no chão. Ela sabia das dificuldades, sempre consciente do tamanho dos passos que podia dar, nunca fazia nada sem ter o caixa e recursos disponíveis”, diz. Cerchiari se orgulha ao dizer que em três meses a nova biblioteca já estava de pé. “Reformaram o local e o acervo aumentou muito. Tem títulos de edição limitada, todos de doações”. A mentoria de Cerchiari continua este ano no Instituto Pró-Saber. E Maria Cecília está participando do programa deste ano passando seu exemplo para as ONGs participantes. Neste ano, as ONGs participantes de 2018 seguirão acompanhando as aulas e encontros e poderão trocar experiências com as novas selecionadas. Aula inaugural do programa VOA 2019 com as ONGs selecionadas em maio deste ano Divulgação/Ambev
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18/05 - Air Europa apresenta pedido para operar voos domésticos no Brasil
Empresa tem sede na Espanha e, em 2018, governo permitiu 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas. Segundo Anac, após autorização, Air Europa poderá operar voos. A companhia aérea Air Europa, com sede na Espanha, entregou nesta sexta-feira (17) à Junta Comercial do Estado de São Paulo um pedido para operar voos domésticos no Brasil. A empresa já opera voos no país, mas somente em rotas internacionais, ligando Madrid, capital espanhola, a cidades das regiões Nordeste e Sudeste. Em dezembro do ano passado, o então presidente Michel Temer editou uma medida provisória (MP) que liberou 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras. A medida provisória perderá validade na próxima semana, e o Congresso já discute um projeto com teor semelhante. A empresa é considerada brasileira se constituir sede no Brasil e for subordinada à lei brasileira, mesmo que o capital seja estrangeiro. Trâmite do pedido De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, o pedido oficial da empresa ainda não chegou à Anac, mas a entrega do documento na junta comercial faz parte da constituição jurídica da companhia e é uma das fases necessárias no processo de outorga. "Ao se constituir no Brasil, e após a autorização da Anac, a empresa poderá operar rotas domésticas e seguirá a legislação brasileira, que inclui a obrigatoriedade de ter a tripulação brasileira, além do recolhimento de tributos", informou a agência.
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18/05 - Justiça dos EUA mantém sentença contra a Petrobras em disputa com norte-americana Vantage Drilling
Ação envolve corrupção em um contrato de serviços de perfuração, conforme revelado pela Lava Jato. A Justiça dos Estados Unidos negou um pedido da Petrobras para anular uma sentença na ação por corrupção em um contrato de serviços de perfuração movida pelas empresas norte-americanas Vantage Deepwater Company e Vantage Deepwater Drilling. A informação foi divulgada pela petroleira em comunicado nesta sexta-feira (17). As irregularidades no contrato de serviços de perfuração foram reveladas pela Operação Lava Jato. No final de 2018, a Petrobras fez uma provisão para cobrir os custos dessa disputa. O valor alcança US$ 720 milhões. Segundo a Petrobras, a decisão desta sexta "está sujeita a recurso". A empresa diz ainda que "seguirá adotando todas as medidas destinadas a resguardar os seus interesses". Sentença de 2018 Em julho do ano passado, a Petrobras perdeu um processo de US$ 622 milhões, movido pela norte-americana Vantage Drilling International. À época, o tribunal considerou que a Petrobras America (PAI) e Petrobras Venezuela Investments and Services (PVIS), subsidiárias da Petrobras, violaram um contrato de perfuração com a Vantage Deepwater. Após a sentença, a Petrobras disse que questionaria a decisão. O contrato entre as duas empresas que gerou a disputa é de 2009. Em 2015, a A Petrobras notificou a Vantage que havia encerrado o contrato, alegando que a empresa norte-americana havia violado seus termos. A Vantage, então, entrou com a ação alegando rescisão injusta. A Vantage Drilling International foi envolvida em uma denúncia em 2015 do Ministério Público Federal no Paraná, em uma investigação da Lava Jato sobre evasão de divisas decorrente de um contrato de afretamento de um navio sonda. A recisão do contrato aconteceu no mesmo ano. Segundo a acusação, em troca de dinheiro, em 2009, o ex-executivo da petroleira Jorge Zelada e o ex-diretor geral da área internacional da Petrobras Eduardo Vaz da Costa Musa favoreceram a Vantage Drilling em um contrato com várias irregularidades. Em 2016, Zelada foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Musa foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 11 anos e 8 meses de reclusão. Por causa do acordo de delação premiada, a pena foi reduzida para 10 anos. TRF-4 decide não analisar recurso do ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada contra condenação
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18/05 - Preço da gasolina termina semana em queda após 5 altas seguidas, diz ANP
Já o valor médio do diesel nas bombas fechou a semana em alta. Posto de gasolina em Manaus Adneison Severiano/G1 AM O preço médio da gasolina nas bombas terminou a semana em queda, após subir por 5 semanas consecutivas, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (17) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo o levantamento semanal, o valor médio por litro passou de R$ 4,566 para R$ 4,558 - uma queda de 0,18%. No ano, a alta acumulada do preço da gasolina é de 4,9%. De janeiro a abril, a inflação foi de 2,09% no mesmo período, considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O valor da gasolina divulgado pela pesquisa semanal representa uma média calculada pela ANP com os dados coletados nos postos, e, portanto, os preços podem variar de acordo com a região. Já o diesel terminou a semana subiu 0,22%, de R$ 3,644 por litro para R$ 3,652. No ano, o valor médio do combustível acumula alta de 5,8%. Da mesma maneira que a gasolina, o valor é a média calculada pela ANP com os dados coletados nos postos. A ANP também monitora os valores médios do etanol e do gás de cozinha. Nesta semana, o preço médio do etanol caiu 1,8%, de R$ 3,060 por litro para R$ 3,005. Foi a terceira queda semanal seguida. No ano, porém, o valor do combustível acumula avanço de 6%. O preço médio do gás de cozinha também terminou a semana em queda. O recuo foi de 0,36%, para de R$ 69,2 para R$ 68,95.
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18/05 - Em dia de greve de tripulantes, Avianca cancela 31 dos 42 voos
Número equivale a 74% de todos os voos previstos pela companhia aérea, em recuperação judicial. Paralisação vai continuar por tempo indeterminado, diz Sindicato Nacional dos Aeronautas. Pilotos e comissários de bordo da Avianca entram em greve e voos são cancelados A Avianca Brasil cancelou 31 dos 42 voos que previa fazer nesta sexta-feira (17), quando tripulantes da companhia aérea entraram em greve. O número equivale a 74% dos voos previstos. Apenas 11 voos foram realizados. Sete dos cancelamentos se deveram ao mau tempo, informou a Avianca Brasil no início da tarde; os outros 24 não aconteceram em razão da greve. Uma assembleia à tarde decidiu manter a greve por tempo indeterminado, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). A empresa opera hoje apenas em quatro aeroportos, em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Há apenas seis aviões na frota --um deles está em manutenção. Em São Paulo, funcionários da Avianca Brasil protestaram no saguão principal do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, com placas que pediam a valorização do profissional e mais segurança. Paralisação de funcionários da Avianca em Congonhas Renato Franzini/G1 No Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, tripulantes da companhia aérea também fizeram uma paralisação. De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas, 900 funcionários foram demitidos nesta semana e não há "condições psicológicas" nem segurança para continuar os voos. Em nota, a Avianca Brasil disse que "Brasil entende e respeita a manifestação de parte de seus colaboradores e reforça que não está medindo esforços para cumprir as etapas de seu Plano de Recuperação Judicial e garantir suas obrigações com seus funcionários". Sentados no chão, funcionários da empresa aérea Avianca fazem protesto no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em meio ao processo de recuperação judicial que a empresa enfrenta Pilar Olivares/Reuters A Avianca Brasil vive uma crise e está em processo de recuperação judicial. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou nesta quinta-feira (16) que 60% dos pilotos e comissários da companhia aérea Avianca de quatro aeroportos mantivessem a operação durante a greve. A companhia aérea disse esperar que os aeronautas cumpram a decisão da Justiça e "que os colaboradores que estão se apresentando para trabalhar sejam respeitados e não impedidos de assumir suas funções". "A Avianca Brasil esclarece ainda que a segurança operacional de seus voos continua sendo sua principal prioridade é está totalmente mantida", informou a empresa.
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17/05 - EUA suspendem tarifas de Canadá e México e abre caminho para ratificar T-MEC
As relações comerciais entre os três países foram marcadas por atrito desde que Trump chegou ao poder em 2017. Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (17) o fim das tarifas de aço e alumínio para o Canadá e o México, abrindo caminho à ratificação do T-MEC, o acordo de livre comércio renegociado entre os três países. "Tenho o prazer de anunciar que acabamos de chegar a um acordo com o Canadá e o México e venderemos nossos produtos nesses países sem a imposição de tarifas", disse Trump em um fórum em Washington. Os Estados Unidos e o Canadá emitiram pouco antes, de Ottawa, uma declaração conjunta sobre o acordo para eliminar as tarifas dos EUA sobre aço e alumínio e a retaliação do Canadá. O México anunciou em outra declaração "um acordo benéfico para ambas as partes", que estabelece a supressão das cotas dos Estados Unidos e a consequente suspensão das medidas mexicanas. As relações comerciais entre os três países foram marcadas por atrito desde que Trump chegou ao poder em 2017, determinado a cumprir sua promessa eleitoral de considerar "os Estados Unidos primeiro". Para isso, impôs aos seus vizinhos a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), em vigor desde 1994, acusando-o de destruir milhares de empregos industriais, principalmente no setor automotivo, transferidos para o México. EUA, Canadá e México assinam renovação de acordo comercial durante o G20 No G20, EUA, Canadá e México oficializam acordo que substitui o Nafta Kevin Lamarque/Reuters Em meio às árduas negociações trilaterais, a Casa Branca decidiu aplicar, em 1º de junho de 2018, tarifas adicionais de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio para seus vizinhos, inicialmente isentos desses impostos. Canadá e México responderam com tarifas sobre um grande número de produtos dos EUA. Após treze meses de negociações, Washington, Ottawa e Cidade do México conseguiram chegar a um novo Tratado (T-MEC), assinado no dia 30 de novembro. O texto, entretanto, ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos dos três países para entrar em vigor. E tanto o Canadá quanto o México colocaram a suspensão das tarifas sobre metais como condição fundamental para garantir a aprovação do novo acordo. Otimismo sobre a ratificação Agora, o otimismo sobre um novo T-MEC reina entre os três países da América do Norte. "Esta ação prepara o caminho para avançar para a ratificação do T-MEC", escreveu no Twitter o subsecretário mexicano para a América do Norte, Jesus Seade, principal negociador do tratado para substituir o Nafta. "Recebemos com grande entusiasmo a decisão." De Ottawa, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, também celebrou o acordo alcançado com Washington sobre tarifas "que não faziam muito sentido", e se disse "muito otimista" em relação à ratificação do T-MEC. "Para nós e para os Estados Unidos, essas tarifas sobre aço e alumínio foram a maior barreira ao novo acordo do Nafta", disse Trudeau. "Demos um grande passo" em direção à ratificação, o que poderá acontecer "nas próximas semanas", disse a jornalistas. Alguns membros importantes do Congresso dos EUA também disseram que não aceitariam o T-MEC se as tarifas dos EUA ainda estivessem em vigor. "Esse acordo será fantástico para nosso país. E, com sorte, o Congresso o aprovará rapidamente", disse Trump nesta sexta-feira. México e Canadá apontaram que, segundo o acordo, os dois governos retirarão todas os litígios pendentes na Organização Mundial de Comércio (OMC) por este tema. Além disso, ambos os países implementarão medidas com os Estados Unidos para prevenir a importação de alumínio e aço a preços de "dumping" (abaixo do custo de produção), assim como a compra ou o envio desses metais pelo México ou pelo Canadá. Os dois países também monitorarão o comércio de alumínio e aço entre eles e os Estados Unidos, estabelecendo um sistema de consultas em caso de aumentos significativos. Canadá e México haviam formado esta semana uma frente comum contra as tarifas americanas. "É hora de abolir as tarifas, pensamos que seria benéfico para a competitividade de todo o continente e para nos aproximarmos de um verdadeiro livre comércio", disse a ministra canadense das Relações Exteriores, Chrystia Freeland, ao receber na terça-feira em Toronto uma delegação do governo mexicano.
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17/05 - Facebook limita e reativa recurso utilizado em ataque que acessou milhões de contas
Função "Ver como" estava indisponível desde setembro, quando ataque obteve tokens de acesso de milhões de perfis em setembro. Sede do Facebook, na Califórnia Thiago Lavado/G1 O Facebook anunciou esta semana que começou a reativar a função "Ver como", desativada em setembro após hackers descobrirem uma falha que recolheu dados de acesso de milhões de usuários. O recurso permite que o usuário visualize seu perfil da mesma forma que ele é visto por outras pessoas da rede. O "ver como" pode ser utilizado para conferir quais dados do perfil estão expostos ao público, inclusive postagens, curtidas, informações pessoais como trabalho e estudo, entre outros. Assim, é possível ter certeza que todos os ajustes de privacidade estão corretos e que não está ocorrendo qualquer exposição acidental. Embora tenha sido reativado apenas mais de sete meses após o incidente de segurança, o recurso ainda sofre restrições. Se é possível visualizar o perfil da mesma forma que ele é visto por outros usuários da rede que não estiverem na lista de amigos. O recurso ainda não está disponível para todos os usuários. No aplicativo de celular, o botão "Ver como" deve aparecer na visualização do próprio perfil, ao lado de "Adicionar ao story". Simulação de pessoa específica segue indisponível Antes de ser desativada, em setembro, o "ver como" simular a visualização do perfil por outros usuários da rede, permitindo ver os dados do perfil aos quais alguém específico tinha acesso. Segundo o Facebook, esse modo era muito menos utilizado. Porém, foi exatamente a possibilidade de "ver como uma pessoa específica" que viabilizou o ataque em setembro. Por causa de um erro em outro recurso do próprio Facebook — um criador de vídeos de aniversário -, os hackers conseguiram usar esse recurso para obter os chamados "tokens de acesso", que funcionam como substitutos da senha para conceder acesso ao perfil. Para isso, bastava que o hacker navegasse no Facebook com a visualização de outra pessoa e acessasse o criador de vídeos. O código página revelava um token de acesso dessa pessoa, dando acesso ao perfil dela. Em outras palavras, a segurança dessa modalidade do "Ver como" não depende apenas do recurso, mas também de outros conteúdos que podem ser visualizados na rede. Porém, a auditoria feita pelo Facebook concluiu que a possibilidade de ver o perfil "público" não teve envolvimento no ataque de setembro e por isso está sendo reativada isoladamente. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
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17/05 - Real é a terceira moeda que mais perdeu valor frente ao dólar na semana
Nesta sexta-feira, o dólar subiu 1,58%, a R$ 4,0991, no maior valor desde setembro de 2018. Dolar Reprodução: TV Globo O real foi a terceira moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar nesta semana. De segunda-feira até esta sexta-feira, o real perdeu 3,1%, atrás somente do kwacha, do Zâmbia (8%), e do bolívar, da Venezuela (3,7%). O levantamento foi realizado pelo economista da Austin Rating, Alex Agostini, e leva em conta 120 moedas. A pesquisa apura o desempenho de todas as moedas cuja cotação está na base de dados do Banco Central. Nesta sexta-feira, o dólar subiu 1,58%, a R$ 4,0991, no maior valor desde setembro de 2018. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 4,1122. A alta do dólar tem como pano de fundo a incerteza dos investidores com o andamento da agenda de reformas, em especial com a da Previdência, considerada fundamental para o acerto das contas públicas. Além disso, pesam as renovadas tensões na disputa comercial entre Estados Unidos e China. Durante participação em evento no Rio de Janeiro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que ninguém tem de ficar preocupado com a alta do dólar. "Se a bolsa cai ou o dólar sobe um pouco, isso é barulho", afirmou. O humor do mercado também tem refletido as pioras de expectativa para a economia brasileira neste ano. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central, indicou que a economia brasileira encolheu 0,68% no 1º trimestre.
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17/05 - FBI investiga Johnson & Johnson, Siemens, GE e Philips por suspeita de corrupção no Brasil
Empresas são suspeitas de participar de cartel que desviou pelo menos 600 milhões de reais em contratos superfaturados de equipamentos médicos no Rio. Procuradora federal Marisa Ferrari no Rio de Janeiro - 10/05/2019 REUTERS/Ricardo Moraes O FBI investiga as empresas Johnson & Johnson, Siemens, General Electric e Philips por suposto pagamento de subornos como parte de um esquema envolvendo a venda de equipamentos médicos no Brasil, disseram duas autoridades envolvidas na investigação brasileira à Reuters. Procuradores do Ministério Público Federal suspeitam que as empresas tenham realizado pagamentos ilegais a autoridades públicas para garantir contratos na área de saúde pública no país ao longo das últimas duas décadas. Autoridades brasileiras dizem que mais de 20 empresas podem ter participado de um "cartel" que pagava propinas e cobrava preços inflacionados por equipamentos médicos, como máquinas de ressonância magnética e próteses. As quatro multinacionais, que juntas têm valor de mercado de quase US$ 600 bilhões, são as maiores empresas estrangeiras a serem investigadas no âmbito das diversas operações anticorrupção no Brasil deflagradas nos últimos anos. Grandes empresas norte-americanas e europeias que tenham envolvimento comprovado em irregularidades no Brasil também podem enfrentar multas pesadas e outras punições, de acordo com a Lei de Práticas Corruptas no Exterior dos Estados Unidos (FCPA). Desde 1977, a lei tornou ilegal cidadãos e empresas norte-americanas ou empresas estrangeiras que tenham ações listadas nos EUA pagarem autoridades estrangeiras para fechar negócios. As empresas estrangeiras são o alvo mais recente das investigações de corrupção no Brasil. Nos últimos cinco anos, procuradores revelaram esquemas de corrupção enraizados em instituições estatais e em companhias do setor privado que desejam fazer negócios no país. As investigações abrangentes dos procuradores e da Polícia Federal -- entre elas a operação Lava Jato, centrada na Petrobras – derrubaram líderes políticos e empresariais em toda a América Latina. Autoridades dizem que acordos de delação feitos com suspeitos apontaram para outros esquemas possíveis, incluindo supostas propinas pagas por multinacionais para obter contratos públicos no Brasil. 'Sempre compartilhando', diz MPF A procuradora federal Marisa Ferrari confirmou em uma entrevista à Reuters que autoridades do Departamento de Justiça dos EUA e da Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que regula o mercado de capitais nos EUA) estão auxiliando a investigação brasileira sobre equipamentos médicos que ela ajuda a comandar. Em 2016, procuradores do Brasil e dos EUA negociaram conjuntamente a maior multa relacionada a compliance do mundo, de 3,5 bilhões de dólares, contra a construtora brasileira Odebrecht, por seu envolvimento no escândalo da Lava Jato. “A gente está sempre compartilhando informações sobre esta investigação com o FBI. Pedem documentos, a gente encaminha, e eles estão investigando também,” disse Ferrari. “A gente já recebeu muito material do Departamento de Justiça, da SEC. Enfim, estamos em contato com eles permanentemente”, acrescentou. Ela não quis identificar quais empresas as agências de cumprimento da lei dos EUA estão investigando. Duas autoridades envolvidas nas investigações com conhecimento direto do assunto confirmaram à Reuters que Johnson & Johnson, Siemens, General Electric e Koninklijke Philips NV estão na mira do FBI pelo suposto pagamento de propinas no Brasil. As fontes pediram anonimato por não terem autorização para discutir o lado norte-americano da investigação. O FBI não quis confirmar nem negar a existência de qualquer investigação. A SEC, que também investiga alegações da FCPA, disse por email que não comentará. Sediada em Boston, a GE não quis comentar qualquer investigação relacionada ao seu negócio no Brasil, dizendo em um comunicado enviado por email que "estamos comprometidos com a integridade, a conformidade e o Estado de Direito no Brasil e em todo país em que fazemos negócios". A Siemens, que tem sede em Munique, disse em um comunicado enviado por email que a empresa "não está ciente de nenhuma investigação do FBI sobre a companhia relacionada a uma atividade de cartel no Brasil" e que sua política é de sempre cooperar com investigações das forças da lei quando elas ocorrem. A Philips, sediada em Amsterdã, confirmou em um email que está sendo investigada no Brasil. Em seu relatório anual de 2018, a Philips reconheceu que "também recebeu indagações de certas autoridades dos EUA a respeito desta questão". Em resposta enviada por email à Reuters, a Philips disse que "não é incomum autoridades dos EUA mostrarem interesse nestas questões, e que é cedo demais para chegar a qualquer conclusão". Com sedes em New Brunswick e New Jersey, a Johnson & Johnson disse em uma resposta enviada por email que o Departamento de Justiça e a SEC "fizeram indagações preliminares à companhia" no tocante a uma operação da Polícia Federal brasileira sobre seus escritórios em São Paulo no ano passado e que está cooperando. Ferrari disse que a investigação sobre os equipamentos médicos está em seus estágios iniciais, mas que indícios apontam para pagamentos de propinas de grande escala e superfaturamento de preços por parte de empresas que atuam no sistema de saúde pública do Brasil, que atende 210 milhões de pessoas e é um dos maiores do mundo. "Como o orçamento da saúde é muito grande no Brasil, este esquema é realmente enorme", disse a procuradora. “Como se trata de uma investigação muito grande, nós estamos fazendo o trabalho por etapas, então essa primeira denúncia não exaure o trabalho, os fatos criminosos, isso foi só um recorte que a gente fez que eram as provas mais robustas que já tínhamos naquele momento e nós já denunciamos esses fatos, mas existem vários procedimentos ainda em andamento para apurar outras irregularidades e o envolvimento de outras grandes empresas.” Além de pagar subornos através de intermediários para garantir contratos, alguns fornecedores cobraram preços até oito vezes acima dos valores de mercado do governo brasileiro para ajudar a acobertar o custo de suas propinas, segundo autos e acordos de delação fechados pelos procuradores. Daurio Speranzini, ex-executivo-chefe da GE para a América Latina, e outras 22 pessoas foram acusadas no ano passado no primeiro caso ligado ao suposto esquema. Os procuradores dizem que os contratos forjados concedidos a fornecedores de equipamentos médicos corruptos, que se concentram no Rio de Janeiro, privaram os contribuintes brasileiros de ao menos 600 milhões de reais entre 2007 e 2018. Os advogados de Speranzini, que deixou a GE em novembro, disseram por email que ele é inocente. Procuradores alegam que Speranzini começou a participar do cartel como chefe de operações da Philips Healthcare na América Latina de 2004 até o final de 2010. Um delator alertou a área de compliance da Philips sobre a fraude, e Speranzini foi demitido após um inquérito interno, segundo os documentos. Ele foi contratado pela GE poucos meses depois de sair da Philips. Investigadores dizem ter indícios fortes de que Speranzini manteve o esquema enquanto esteve nas GE. A GE não quis comentar a contratação de Speranzini ou sua saída da empresa.
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17/05 - Ninguém tem de ficar preocupado com a alta do dólar, diz Paulo Guedes
Nesta sexta-feira, moeda dos Estados Unidos atingiu a maior cotação desde setembro do ano passado. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (17) que não há motivos para se preocupar com a recente turbulência no mercado financeiro. Nos últimos dias, investidores têm demonstrado preocupação com a capacidade do governo de avançar com a agenda de reformas, em especial as medidas da área fiscal. Nesta sexta, o dólar chegou a valer R$ 4,1122, maior cotação intradia desde 20 de setembro do ano passado. Já a bolsa de valores fechou abaixo dos 90 mil pontos. "Se a bolsa cai ou o dólar sobe um pouco, isso é barulho. Ninguém tem de ficar preocupado", disse Guedes durante participação em evento no Rio de Janeiro. "Tem uma dinâmica mais forte, construtiva e positiva (sendo construída na economia brasileira)." O ministro da Economia, Paulo Guedes, defende a reforma da Previdência em comissão na Câmara Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Os investidores monitoram, sobretudo, a capacidade política do governo Jair Bolsonaro de aprovar no Congresso uma reforma da Previdência que traga uma recuperação robusta da economia. Considerada pelo mercado uma medida fundamental para o acerto das contas públicas, a proposta de reforma apresentada pela equipe econômica prevê um impacto fiscal de R$ 1,2 trilhão em 10 anos. "Se fizermos uma reforma de R$ 1 trilhão, temos potencial para lançar o sistema de capitalização", afirmou Guedes. "Na minha relação com o Congresso, tenho visto muita sensibilidade com o tema." Com uma eventual aprovação da Previdência, o ministro acredita que as expectativas com a economia brasileira vão melhorar a partir do segundo semestre. Na terça-feira, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, Guedes disse que a economia do país está no "fundo do poço" e reduziu a previsão de crescimento da economia deste ano de 2% para 1,5%. "O crescimento não está caindo, o que está caindo são as expectativas de crescimento que estavam altas", afirmou Guedes nesta sexta. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central, indicou que a economia brasileira encolheu 0,68% no 1º trimestre. Com o fraco início de ano, bancos e consultorias estão reduzindo as expectativas para a economia neste ano e prevendo um crescimento próximo de 1%. "Daqui a dois, três, quatro meses vamos ter um desfecho virtuoso, e as expectativas vão ser mais favoráveis." Com dados ruins no 1º trimestre, analistas veem possível queda no PIB
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17/05 - Tesla vai atualizar software de bateria após incêndios em carros
Montadora enviou equipes à China para investigar supostos incidentes. Vídeo mostra suposto incêndio de carro da Tesla na China Reprodução/Twitter A Tesla vai atualizar seu software de bateria após dois incêndios recentes envolvendo veículos elétricos de seu Model S em Xangai e Hong Kong, disse a montadora norte-americana nesta quinta-feira (17), acrescentando que as investigações estão em curso. "À medida que continuamos nossa investigação, estamos revisando configurações de gerenciamento de carga e térmicas nos veículos Model S e Model X por meio de atualização de software que começará a ser lançada hoje, para ajudar a proteger ainda mais a bateria e melhore sua longevidade", disse a Tesla. Na terça-feira, o jornal Apple Daily, de Hong Kong, informou que um carro da Tesla pegou fogo em um estacionamento de um shopping center 30 minutos depois de ter sido estacionado. Em outro caso semelhante, um Model S sofreu uma explosão em Xangai. A Tesla informou que sua investigação com as autoridades sobre o incidente até agora encontrou apenas alguns dos módulos de bateria do carro afetados e que a maioria não foi danificada. O incidente de Hong Kong aconteceu três semanas após a Tesla ter enviado uma equipe para investigar um vídeo sobre de uma rede social chinesa que mostrava um carro da Tesla estacionado explodindo no centro comercial de Xangai.
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17/05 - Caixa anuncia abertura de novo PDV e prevê 3,5 mil desligamentos
Público alvo principal são funcionários que trabalham na matriz e em escritórios regionais. Ao mesmo tempo, banco vai convocar aprovados em concurso de 2014. Fachada da Caixa Econômica Federal, no Centro do Rio Henrique Coelho/ G1 O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta sexta-feira (17) a funcionários do banco um programa de demissão voluntária (PDV) com objetivo de reduzir até 3,5 mil postos, informou o banco. Programas de cortes em estatais preveem mais de 25 mil demissões no ano Segundo a instituição estatal, o público alvo principal do programa são 28 mil funcionários que trabalham na matriz e em escritórios regionais da Caixa. O prazo para adesão ao PDV começa na segunda-feira (20) e vai até o começo de junho. "Simultaneamente, o banco vai chamar aprovados em concurso em 2014", afirmou a assessoria de imprensa do banco. Ainda não há uma estimativa de quantos serão contratados, mas a expectativa é de que até 25% desse público seja composto por pessoas portadoras de deficiência física, segundo a Reuters. O banco afirmou ainda que não há neste momento planos para fechamento de agências. A Caixa tem mais de 4,4 mil pontos físicos de atendimento no Brasil, e tinha 85 mil funcionários no final de 2018, o dado público mais recente. A estimativa da instituição é de uma economia de R$ 716 milhões por ano, caso o número máximo de desligamentos seja atingido. Segundo dados da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), no ano passado houve uma redução de 2.728 funcionários no quadro de pessoal da Caixa. Somente em 2018, houve uma redução de 13.434 pessoas no quadro das estatais através de programas de demissão voluntária (PDVs) ou de aposentadoria incentivada. Benefícios Os funcionários que aderirem ao PDV vão receber 9,7 remunerações base, limitado a R$ 480 mil, considerando como referência a data de 31/12/2018. O pagamento será realizado juntamente com as verbas rescisórias (férias, Licença Prêmio etc.) e pago em parcela única, sem incidência de Imposto de Renda e sem recolhimento de encargos sociais. Os empregados optantes do Saúde Caixa que se aposentarem até 31/12/2019 e aderirem ao PDV terão a manutenção do plano. Nos demais casos de desligamento a manutenção do plano será por 24 meses sem a possibilidade de prorrogação.
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17/05 - Brasil negocia milhões de toneladas de soja em poucos dias, com demanda chinesa e dólar alto
Esfriamento das negociações entre China e EUA influenciaram vendas. Importação também ficou mais barata diante da valorização da moeda americana. Mais de 5 toneladas de soja, o equivalente a centenas de navio, circulou no mercado nos últimos dias, para embarques em junho, julho e agosto Divulgação/ Governo do Amapá A comercialização de soja do Brasil, que andava a passos lentos, disparou nos últimos dias com maior demanda da China, preços e prêmios nos portos pelo produto brasileiro fortalecidos e um dólar acima de R$ 4, conforme relatos do mercado. Um volume de pouco mais de 5 milhões de toneladas de soja para exportação, o equivalente a uma centena de navios, rodou no mercado para embarques em junho, julho e agosto, de acordo com relatos colhidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), disse o pesquisador Lucílio Alves à Reuters. O estopim para essa forte negociação de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, foi o fracasso das negociações comerciais entre China e EUA, na semana passada, que traz mais demanda ao produto brasileiro. Essa demanda adicional veio em um momento em que o dólar atingiu o maior valor em mais de sete meses, o que torna mais barata a importação. "Deu uma virada importante, interessante... Aí o dólar barateia a importação e a guerra comercial desloca a demanda para cá", disse Alves. No acumulado da semana até esta manhã, o dólar já subiu mais de 3% frente ao real, com turbulências políticas e um cenário externo preocupante. "Estava vindo de uma sequência de queda de preço e agora deu uma boa recuperada", acrescentou o pesquisador do Cepea e professor da Esalq/USP. O mercado estava fraco após a China ter buscado menos soja no Brasil no primeiro quadrimestre, conforme dados da agência marítima Cargonave, mas nesta semana os negócios foram impulsionados tanto pelos preços melhores, que geraram mais interesse de vendas, quanto pelo interesse de compra chinês. Ele lembrou que o preço para embarque em Paranaguá (PR), importante porto de exportação, subiu de US$ 326,48/tonelada no início de maio para US$ 345,68 /tonelada na véspera (FOB), para embarque em junho. Ao mesmo tempo, os prêmios para exportação em junho atingiram US$ 1 por bushel sobre o contrato julho da bolsa de Chicago, maior valor desde o início de dezembro de 2018 e mais que o dobro do visto no início do mês, apesar de a cotação no mercado norte-americano ter subido mais de 6% nesta semana. "Nos últimos dez dias tivemos mais movimentação, tanto para o mercado interno como para exportação. Os chineses voltaram mais, fazendo contratos para junho, julho e agosto." Segundo a T&F Consultoria, o Brasil negociou mais de 700 mil toneladas de soja só na quinta-feira, sendo a metade produto de Mato Grosso. "Mas é possível que tenha sido um pouco mais... 'O mercado está muito frenético nesta semana', foi o que mais ouvimos", disse Luiz Pacheco, da T&F. Pico da exportação A conjunção de fatores positivos para os negócios ocorre em momento em que o Brasil está no pico da temporada de exportação, logo após a colheita da oleaginosa, que deve se confirmar a segunda maior da história, com mais de 114 milhões de toneladas, segundo os números oficiais, atrás apenas do recorde de 2018. "Agora com a safra praticamente finalizada, considerando que alguns produtores e vendedores estavam segurando as vendas, agora pode ser um bom momento da negociação", destacou Alves, do Cepea. Isso porque ainda há alguns fatores baixistas rondando o setor, como preocupações relacionadas a um menor consumo de farelo de soja pelas criações de suínos da China, atingida fortemente pela peste suína africana. Além disso, diante de um atraso no plantio de milho nos Estados Unidos, há expectativa de que a área norte-americana de soja fique maior que o esperado, o que poderia resultar em safra da oleaginosa maior do que as expectativas. "Pela oferta e demanda, pressionaria preços, e pelo contrário, a guerra comercial está deslocando, e tem o dólar, para os vendedores é um cenário favorável", resumiu Alves. Em meio às notícias sobre a guerra comercial, a consultoria Safras & Mercado revisou nesta semana sua expectativa de exportações de soja do Brasil em 2019, agora estimadas em 72,5 milhões de toneladas em 2019, ante 70 milhões na previsão de março. Ainda assim, seria um recuo ante as quase 84 milhões de toneladas em 2018, quando a safra foi maior e a China esteve fortemente ativa.
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